“O melhor garoto de todos os tempos”: Cão de alerta médico uiva para avisar mãe que glicemia de garotinha está caindo

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Kona, o cão de alerta médico de uma garotinha com diabetes tipo 1, percebeu que algo poderia estar errado com sua humaninha e foi atrás da mãe dela para pedir ajuda.

O cão estava no andar de baixo quando começou a uivar para chamar a atenção de Lindsey Berce.

Depois, conduziu a mulher até o quarto de Kennedy, onde insistiu no alerta até que a menina verificasse a glicemia. O aparelho marcou 69 mg/dL.

Kennedy mora em Ohio, nos Estados Unidos, e foi diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 6 anos.

Desde então, conta com a companhia de Kona, treinado para identificar sinais de alterações nos níveis de açúcar no sangue e alertar a família quando precisa verificar a glicemia.

A família compartilhou o episódio em 19 de outubro no perfil do TikTok @kennedyst1djourney.

A publicação também mostra um detalhe que tornou a cena ainda mais especial. Naquele momento, Kennedy estava conversando por chamada de vídeo com Paislee, outra criança que também tem diabetes tipo 1.

Kona não desistiu até chamar a atenção da mãe

No registro, Kona aparece procurando Lindsey e uivando para que ela o acompanhe. O cão insiste até que a tutora entenda que ele quer levá-la a algum lugar.

Em seguida, sobe as escadas e vai até Kennedy, que continua na chamada de vídeo.

Mesmo depois de chegar ao quarto, Kona segue uivando e chamando a atenção da família.

A publicação explica que o cão de serviço costuma alertar quando o nível de açúcar no sangue de Kennedy cai abaixo de 75 mg/dL. A menina verifica a glicemia e encontra o valor de 69 mg/dL.

Nos comentários do TikTok, os internautas elogiaram a atitude do cão.

"O melhor garoto de todos os tempos", escreveu uma pessoa.
"Kona se vira e diz tipo 'Anda logo!' hahah. Adoro os vídeos de vocês!!!", brincou outra usuária.

A família costuma compartilhar momentos do dia a dia dos dois, incluindo episódios de Kona alertando.

Em outro episódio que viralizou, a menina estava dormindo quando o cão uivou e arranhou a porta até Lindsey acompanhá-lo ao quarto. A mãe verificou a glicemia da filha e percebeu que ela estava doente.

"O diabetes tipo 1 é DIFÍCIL e perigoso quando você está doente. Com a ajuda da Kona, o cão de serviço da minha filha, me sinto mais tranquila", escreveu a mãe na legenda.

O que acontece quando a glicemia cai demais

A hipoglicemia ocorre quando a concentração de glicose no sangue fica abaixo do nível considerado seguro.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, valores inferiores a 70 mg/dL são classificados como hipoglicemia, uma complicação que exige atenção especial de pessoas que utilizam insulina.

No caso de Kennedy, a medição de 69 mg/dL ficou abaixo desse limite. A entidade classifica valores entre 54 e 69 mg/dL como hipoglicemia de nível 1.

Abaixo de 54 mg/dL, a condição é classificada como nível 2. Já a hipoglicemia de nível 3 é definida pela gravidade dos sintomas e pela necessidade de ajuda de outra pessoa, independentemente do valor medido.

Os sintomas variam de uma pessoa para outra e podem incluir tremores, suor frio, fome, tontura, dor de cabeça, palpitações, confusão mental, sonolência e visão embaçada.

Em situações graves, a hipoglicemia pode provocar convulsões ou perda de consciência.

Nas crianças, perceber esses sinais nem sempre é simples, já que elas podem estar dormindo, distraídas ou ainda não saber identificar o que está sentindo.

Por isso, a medição da glicemia e o acompanhamento recomendado pela equipe de saúde são fundamentais para reconhecer uma queda e agir de acordo com o plano de tratamento.

Como os cães de alerta percebem as alterações

Os cães de alerta são treinados para responder a sinais associados às mudanças da glicose no organismo.

Segundo informações da revista Healthline, uma das hipóteses é que os cães reconheçam os compostos liberados pelo corpo, que podem alterar o odor do hálito ou do suor.

O olfato canino é muito sensível, mas a maneira como esses cães identificam cada episódio ainda não está totalmente esclarecida.

O treinamento costuma envolver amostras coletadas em diferentes condições glicêmicas e o ensino de um comportamento específico para indicar a alteração.

O cão pode aprender a tocar a pessoa com o focinho, dar a pata, latir, uivar ou buscar outro integrante da família. O comportamento depende do treinamento individual e da forma de alerta estabelecida para aquela dupla.

O portal também lembra que o cão de alerta deve funcionar como um recurso complementar à medição da glicemia e ao tratamento médico, não como substituto.

Como funciona a assistência desses cães no Brasil

No Brasil, existem iniciativas de treinamento de cães de assistência, mas a oferta de programas especializados em alerta para diabetes é mais limitada.

Quem procura esse tipo de apoio pode conversar com a equipe de endocrinologia responsável pelo acompanhamento, buscar organizações de cães de assistência e pedir informações sobre os métodos de treinamento, a avaliação dos animais e o acompanhamento oferecido à família.

Para quem convive com diabetes tipo 1, o acompanhamento profissional continua sendo essencial, com ou sem um cão de alerta.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.