Cachorro mistura com pônei? Cão “mestiço de labrador” chega a 62 kg e teste de DNA revela mistura inesperada
Por Larissa Soares em Cães
Quando Jenny Wahl adotou Jimbo, na Alemanha, em 2021, o cãozinho pesava apenas 6 kg e era descrito pelo abrigo como uma "mistura de labrador".
Cinco anos depois, ele chegou aos impressionantes 62,4 kg e ganhou tamanho suficiente para ser comparado a um pônei.
Diante da diferença entre o filhote que a família conheceu e o grandalhão que ele se tornou, a tutora resolveu investigar sua origem. Afinal, que mistura de raças era aquela?
A pergunta virou brincadeira em uma publicação no Instagram.
Primeiro, aparece uma foto de Jimbo ainda pequeno, acompanhada de uma mensagem direcionada à suposta pessoa que teria dito que o cão era um mestiço de labrador.
Na sequência, a legenda muda de tom e dá lugar à reação que resume a surpresa da família ao ver o tamanho que ele alcançou.
Em uma das imagens, Jimbo aparece ao lado de um pônei e parece até maior do que o companheiro.
Em outra, está sentado no sofá ao lado do tutor, ocupando tanto espaço que a comparação faz o homem parecer pequeno perto dele.
A descrição do perfil resume a diferença entre a expectativa e o resultado. A família esperava uma mistura de labrador, mas ganhou um cão de 62,4 kg com "porte de pônei".
"Final feliz, claro. Que raça você acha que ele é?", pergunta a legenda da publicação.
Nos comentários do Instagram, os internautas entraram na brincadeira.
"Adoro como ele está ao lado de um pônei para dar uma ideia da escala", escreveu uma pessoa.
"Esqueceram de mencionar que o Labrador era mestiço com o dócil Dogue Alemão", sugeriu outra, tentando explicar o tamanho do cão.
Jimbo cresceu, mas continua um cão de colo
Aos cinco anos, Jimbo não tem mais 6 kg. Apesar do tamanho, o grandalhão não parece ter abandonado alguns hábitos de cãozinho.
Segundo a tutora, ele adora sentar no colo, mesmo quando seu peso torna a tarefa um tanto desafiadora para quem está por perto.
Jimbo também tem um jeito elegante de caminhar, como se desfilasse por onde passa.
A combinação entre o porte gigantesco e o comportamento já o fez viralizar diversas vezes nas redes sociais.
Mas Jenny não ficou apenas nas comparações com pôneis e nos palpites dos seguidores.
Para descobrir quais raças poderiam fazer parte da composição genética do companheiro, ela recorreu a um teste de DNA canino da Vetevo, empresa alemã especializada em testes genéticos e de saúde para animais de estimação.
O resultado trouxe uma lista de raças que ajuda a explicar por que Jimbo ficou tão grande. Mas uma delas chamou a atenção.
Teste de DNA revelou uma "pequena" surpresa
De acordo com o resultado compartilhado pela tutora, a maior parcela da composição genética estimada de Jimbo corresponde ao mastim espanhol, com 34%.
A raça é conhecida pelo porte robusto e pela estrutura corporal imponente. Ele também é descrito pelo American Kennel Club (AKC) como um gigante gentil.
Tradicionalmente utilizada na proteção de rebanhos, pode pesar entre 63 kg e 90 kg e medir de 71 cm a 88,9 cm, segundo a organização.
Outras duas raças de grande porte também apareceram na análise. O pastor-da-ásia-central representa 10% do resultado, enquanto o cão de montanha dos Pirenéus corresponde a 9%.
Até aí, a lista já reunia cães conhecidos pelo porte avantajado. A surpresa veio com a presença do chihuahua, que apareceu com 7% da composição genética estimada.
A diferença de tamanho entre um chihuahua e Jimbo é tão grande que o resultado parece uma piada pronta.
Como funciona um teste de DNA para descobrir a raça de um cão
Os testes comerciais de ancestralidade canina analisam marcadores genéticos presentes em uma amostra do cão e comparam os resultados com bancos de dados que reúnem informações de diferentes raças.
A partir dessas comparações, a empresa estima quais grupos raciais apresentam maior semelhança com o perfil genético analisado.
A amostra costuma ser coletada com um cotonete próprio para esfregar a parte interna da bochecha do cão. O material é enviado ao laboratório, onde o DNA é analisado.
O procedimento não depende apenas da aparência do animal, mas a interpretação dos resultados está ligada às raças incluídas no banco de referência e aos métodos utilizados pela empresa.
A Escola de Medicina Veterinária da Universidade da Califórnia em Davis explica que os testes de identificação racial comparam o DNA do cão com bases de dados específicas de cada empresa.
A instituição também alerta que os resultados precisam ser interpretados com cautela, especialmente quando são utilizados para tomar decisões sobre saúde.
Isso significa que o teste pode oferecer pistas úteis sobre a ancestralidade de um cão, mas não funciona como uma certidão definitiva de raça.
Os percentuais são estimativas produzidas a partir de comparações estatísticas, e diferentes empresas podem chegar a resultados distintos para o mesmo animal.
Por isso, veterinários e especialistas em genética recomendam que os resultados sejam avaliados considerando o objetivo do teste.
No caso de Jimbo, o teste revelou um ancestral gigantesco que ajuda a entender o tamanho do cão. Já a parcela de chihuahua certamente é a responsável por fazê-lo achar que é um cãozinho de colo.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.










