“Se o olhinho doer, você volta”: Cantora salva beija-flor e faz pedido emocionante antes de deixá-lo partir
Por Larissa Soares em Aves
Em 30 de setembro, a cantora e influenciadora digital Rafa Porto foi pega de surpresa quando um beija-flor bateu no vidro do apartamento.
Além de estar desnorteada, a ave também tinha machucado o olhinho. Então Rafa decidiu manter o animalzinho em segurança, pelo menos até a manhã seguinte.
"Olha o que bateu no vidro da minha janela. E agora a gente vai fazer uma casinha pra ele passar a noite", contou a influenciadora nas redes sociais, ao mostrar a ave.
A solução encontrada foi uma caixa de sapatos. Rafa fez alguns furos para permitir a circulação de ar e colocou um paninho no fundo para acomodar a ave.
Ela também ofereceu néctar, que o beija-flor bebeu antes de descansar.
Rafa deixou a caixa em um local protegido, com pouca luz, na expectativa de que ele amanhecesse em melhores condições. E foi isso o que aconteceu.
A despedida
Na manhã seguinte, a influenciadora voltou a observar o beija-flor e percebeu que ele parecia melhor.
Embora estivesse apegada ao bichinho, ela sabia que precisava deixá-lo seguir o seu próprio caminho. Então, levou a caixa até a varanda.
Antes de abrir espaço para a partida, Rafa ainda teve uma "conversa" com o visitante.
"Se nada der certo, se o olho estiver doendo muito e você quiser voltar pra cá, você volta, tá?", disse ela ao hóspede.
Por alguns instantes, o beija-flor permaneceu ali, quietinho. Depois, levantou voo e deixou a varanda.
"Ele foi fazer as coisinhas de beija-flor dele", brincou ela na legenda.
Pequenos, ágeis e importantes para as plantas
Os beija-flores pertencem à família Trochilidae e estão entre as aves mais conhecidas pelo voo ágil.
Muitas espécies conseguem permanecer suspensas no ar enquanto se alimentam, além de serem capazes de voar para trás.
Essas habilidades são possíveis graças à estrutura das asas e à musculatura adaptada aos movimentos rápidos.
Segundo informações reunidas pelo Museu Virtual de Ciência e Tecnologia da Universidade de Brasília, existem aproximadamente 320 espécies de beija-flores nas Américas, das quais cerca de 84 ocorrem no Brasil.
Dependendo da espécie, essas aves podem apresentar plumagens com cores brilhantes, que mudam de aparência conforme o ângulo da luz.
Os beija-flores têm metabolismo acelerado e precisam de muita energia para sustentar o voo. O néctar das flores é uma fonte energética importante, enquanto insetos pequenos complementam a alimentação com nutrientes, incluindo proteínas.

Além de serem encantadores, os beija-flores também têm importância ecológica. Ao visitar as plantas em busca de néctar, eles podem transportar grãos de pólen de uma flor para outra, contribuindo para a reprodução vegetal.
O Instituto Butantan destaca que essas aves estão entre os animais que atuam como polinizadores.
O que fazer quando um pássaro bate na janela
Colisões com vidraças são um risco para aves de diferentes espécies. Isso acontece porque o vidro pode refletir o céu, as árvores e a vegetação ao redor, levando o pássaro a interpretar a superfície como uma passagem livre.
Em outros casos, a ave pode não perceber a presença do vidro durante o voo.
O Laboratório Cornell de Ornitologia explica que uma colisão pode provocar desde atordoamento até lesões graves.
Mesmo quando a ave volta a se movimentar, podem existir ferimentos internos ou danos na cabeça e nos olhos que não são facilmente identificados.
Por isso, a orientação é procurar ajuda especializada sempre que houver suspeita de lesão.
Se um pássaro bater em uma janela e não conseguir voar, a recomendação geral é aproximar-se com calma e, se for seguro, colocá-lo em uma caixa de papelão com pequenos furos para ventilação.
O recipiente deve ficar em um local tranquilo, protegido da luz intensa e longe de crianças e animais domésticos.
Também é importante evitar manipular a ave repetidamente. Não se deve oferecer comida ou água sem orientação de um profissional, pois a tentativa de alimentar um pássaro debilitado pode causar engasgos ou outros problemas.
O ideal é entrar em contato com um centro de reabilitação de animais silvestres, um órgão ambiental ou um serviço especializado para receber instruções sobre o atendimento.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.








