Final feliz: Dálmata cadeirante que seria consumida na China é salva por americana e ganha família amorosa

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Foi um árduo caminho até aqui para a dálmata Emma, mas felizmente, o seu destino lhe reserva coisas boas, do que todo mal que um dia o seu passado lhe fez passar.

É muito gratificante poder narrar histórias fofas e felizes de animais que já nascem sendo amados e protegidos, mas infelizmente, essa é apenas uma porcentagem da realidade dos animais. Diferente dessas histórias, há muitos outros animais com histórico que faz jus a um festival de horrores, que nos deixam completamente indignados.

A dálmata Emma Roo vivenciou na pele momentos traumáticos quando vivia em um estabelecimento que vendia carne de cães em Xi'An, China. Ela foi resgatada em 2017 com apenas oito semanas de idade, mas apesar do pouco tempo de vida, ela já havia sofrido mais do que qualquer um poderia suportar. Ela teve as patas dianteiras e partes dos dedos amputados, além de possuir cortes das orelhas e na cauda.

Felizmente, ela foi resgatada antes de servir de alimento para os chineses, que possuem o - abominável - hábito de consumir carne de cachorro. Naqueles estabelecimentos, os funcionários costumam maltratar os animais sem anestesia, porque segundo eles, a dor causa adrenalina nos animais e essa substância deixa-os mais macios para o consumo.

Em busca da felicidade para Emma

Após o resgate, Emma foi levada para uma clínica veterinária em Pequim, onde recebeu os cuidados necessários para sua recuperação e logo depois ela foi encaminhada para um lar. Em 2019, dois anos depois, no entanto, ela foi devolvida para a clínica. Para promover sua adoção, voluntários americanos resolveram levá-la aos Estados Unidos na esperança de conseguirem um lar com mais facilidade.

Foi exatamente o que aconteceu, pois quando Misha Rackcliff Hunt, uma mulher de 27 anos, soube do caso de Emma, se apaixonou imediatamente por ela e resolveu adotá-la.

Misha a levou para a sua casa em Charleston, na Carolina do Sul, e apesar de todo o amor incondicional disponível à Emma, tem sido um longo e delicado caminho para fazer com que ela se sinta familiarizada, já que os medos do passado tortuoso, ainda a acompanham.

“Emma tem medo de qualquer som de motosserra, como secadores de cabelo, aspiradores de pó e cortadores de grama. Quando eu a trouxe para casa, ela gritou toda vez que saiu do quarto. Ele sempre protegeu sua comida e seus brinquedos. Em um ponto, ela até manteve peças aleatórias das minhas roupas porque ela estava com medo que elas fossem tiradas”, conta Misha.

Mesmo com todas as dificuldades, Misha tem trabalhado duro para proporcionar uma vida completamente diferente do que Emma já havia conhecido e contratou um terapeuta para ajudá-la a se socializar, o que já tem apresentado grandes resultados.

Além das novas experiências como passeios e momentos alegres, Emma ganhou cadeiras de rodas e próteses que a ajudam a se locomover de maneira mais autônoma.

“A praia é perfeita para ela porque pode correr livremente na areia fofa. Na verdade, chorei quando vi o quão feliz ele estava.”

Temos certeza que é apenas o começo de uma incrível e doce jornada para Emma! Aproveite para acompanhar a sua rotina e o seu desenvolvimento em seu Instagram: emmarooonlyhastwo.

Jovem (mais na idade do que na postura), curiosa (quem, o quê, onde, como, quando e por quê), analítica (sempre em busca de respostas), e estudante de jornalismo. Com sede de conhecimento, tem calafrios de rotinas monótonas e repetitivas. É ainda, inconformada com mais do mesmo, buscando dessa forma, descobrir o seu lugar no mundo. Prazer, sou Ana Caroline Haubert, gaúcha lá de Passo Fundo. Sugestões, críticas, pautas e opiniões são bem-vindas no meu email: caroline_hauber@hotmail.com