Cantor larga carreira e bens para se dedicar a resgatar gatos de rua

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É um pouco raro ouvir histórias de artistas que abandonaram a carreira artística para poder se focar em causas humanitárias ou animais. Mas é esse o caso de Sterling “TrapKing” Davis, o rapper de Atlanta (Estados Unidos) que dedica a vida a ajudar gatos de rua usando um método super especial.

No intervalo de uma turnê que TrapKing estava fazendo com sua banda, ele começou a trabalhar em um abrigo de gatos para fazer uma grana extra e se manter ocupado. Outro motivo é que sempre amou gatos.

Em entrevista ao TODAY:

“Eu fui horrível na entrevista porque eles tinham gatos na sala e eu fiquei brincando com todos eles, beijando todos eles.” - relembra o cantor.

Davis explica que começou a limpar as caixas de areia até que lhe mostraram o método Capturar - Esterilizar - Devolver, o C.E.D. (ou em inglês: Trap - Neuter - Return, T.N.R), método que ele descreve como o método mais humano de lidar com a superpopulação de gatos nas ruas e que pode substituir a eutanásia.

O método consiste em capturar os gatos de rua usando gatoeiras (atraindo gatos com comida e os prendendo na jaula, como um desenho animado mesmo) e afins, castrá-los e vaciná-los para então devolvê-los a suas colônias de origem. Caso o gato seja muito jovem, ou jovem e dócil, ele é dado para adoção. Desse jeito, se reduz a população e evita brigas. Dessa forma, já que sobra mais comida, os felinos também não precisam duelar para acasalar.

Mas TrapKing se via em um meio estranho, ele estava cercado de mulheres e era o único homem negro trabalhando lá. Então decidiu o que queria fazer e avisou a sua banda que não retornaria para a turnê. Sua meta era dedicar a vida a ajudar o maior número de gatinhos possível e trazer mais gente para essa comunidade.

Cinco anos depois, nasce então a TrapKing Humane Cat Solutions, seu primeiro passo para tentar mudar o estereótipo de homens trabalhando em resgate de gatos, mas também diminuir a distância na comunicação entre comunidades negras e abrigos de animais. No começo, TrapKing vendeu tudo o que tinha e comprou uma van em que colocou logos da sua nova fundação e saia por aí mostrando ao maior número de pessoas o que fazia.

Logo obteve ajuda da Atlanta Humane Society para castrar os bichinhos que ele trazia sem custo, o que é excelente para alguém que não cobra por seu serviço.

David usou sua experiência de dois anos na marinha alinhada com sua carreira no entretenimento para conseguir se comunicar com o maior número de pessoas.

"Eu literalmente estou lutando para que a comunidade C.E.D. de cuidados aos gatos seja popular e conseguir mais pessoas nela de várias maneiras divertidas”.

Uma dessas maneiras traz de volta seu amor pela música, mas agora ele usa ela para ajudar a divulgar sua causa.

Com os gatos que não se mostram muito ariscos, TrapKing trabalha com o Java Cats Café de Atlanta. O lugar funciona como um café em que você pode entrar, brincar com os gatinhos e, se gostar muito de algum, pode adotá-lo!

Mas nem sempre foi fácil. Ele conta que uma vez, em um bairro predominantemente negro, um grupo de homens se aproximou e desprezou seu trabalho. Embora tenha conseguido explicar, foi difícil já que esse trabalho é visto como algo de gente branca, afirma.

Quando houve o assassinato de George Floyd, TrapKing criou uma camiseta com a legenda ‘Allies in Rescue, Allies in Life’ (Aliados no Resgate, Aliados na Vida em tradução livre) e doou todo o lucro para a Campaing Zero, uma campanha sem fins lucrativos que luta para acabar com a violência policial.

Um de seus objetivos é engajar a juventude e fazer ela se importar com sua causa. Ele fazia competições para as crianças, aquela que lhe trouxesse um gato mais rápido (e conforme as regras) ganhava 20 dólares, a segunda 15 dólares e por aí vai.

“Eu chegava nos bairros e as crianças me viam como o caminhão de sorvete.” diz rindo. Não só queria transformar a atividade em algo divertido, mas algo para se orgulhar, “Eu tinha muitos pais que chegavam a mim e diziam que seus filhos eram zoados porque gostavam de gatos. Eu só quero que saibam que você não pode perder pontos de ser legal por ter compaixão. Se você está fazendo algo com compaixão, você ganha pontos de ser legal.”

O cantor também manifesta seu desejo e o método C.E.D. também virasse uma medalha de honra para os escoteiros.

A ideia, além do resgate, é unir as pessoas em uma causa altruísta para trazer um pouco mais de união ao mundo.

Atualmente, TrapKing trabalha em um veículo recreativo junto de seus três gatos Bowie, Damita Jo e Alanis Mewssette. Ele pretende viajar pelo país logo, não ficando somente na Geórgia.

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Estudante de jornalismo que é apaixonado por tudo que tenha super-heróis, dragões e faroeste (ele se pergunta todo dia quando que vai lançar um filme misturando os três). Gosta de ler, com um favoritismo em fantasia (por que será?) e adora ver séries em geral. Ama estudar sobre criatividade e sociologia. Tem uma doguinha perfeita e sem defeitos chamada Athena. Também gosta de cinema e matar tempo nas redes sociais vendo memes.