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Protetor de animais se recusa a deixar Ucrânia e abandonar cerca de 400 animais em abrigo

“Vou ficar aqui pelos meus animais”.

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Andrea Cisternino é um italiano que levava a vida como fotógrafo antes de se casar com uma mulher ucraniana há 13 anos, mudando para uma cidade perto da capital Kiev.

O ativista animal possui um abrigo com cerca de 400 cães resgatados da rua. A ideia de abandonar o país e deixá-los para trás é inconcebível.

Mas esta não é a primeira vez que Cisternino precisa se manter corajoso pelos animais.

Há algum tempo atrás, enquanto aconteciam os campeonatos de futebol da Euro, o protetor foi alvo de 'caçadores de cães' que procuravam localizar os animais para uma recompensa.

Na época, o governo estava dando licenças e dinheiro para quem matasse cães de rua. Com isso, teve seu abrigo incendiado.

 

Inicialmente, o abrigo era designado a cães, mas atualmente também cuida de animais como cavalos. Questionado se iria abrigar moradores e pessoas fugindo da guerra, responde que a preocupação e prioridade são os animais.

"Não sei, vou ficar aqui pelos meus animais. Depende do que acontecer, mas 400 animais é um número muito grande para transportar para qualquer lugar, levá-los e encontrar um lugar para eles. Há cavalos, vacas, cães, gatos… um pouco de tudo. E também o abrigo custou muito para mim, foi um sacrifício, então não é fácil deixar tudo para trás. No momento não sei, vou ficar aqui’, explicou ao Euro News.

Enquanto sua esposa está na capital, Cisternino permanece no abrigo cuidando dos animais enquanto há comida estocada para ele e para os pets. Muitos amigos e familiares estão preocupados e ligam com frequência para saber a situação atual do protetor.

Além do ex fotógrafo, o restante da comunidade e vizinhos também não pensam em abandonar suas casas, pois várias questões os impedem, a insegurança, o medo, a guerra, o perigo nas ruas e a falta de opção para onde ir.

Cinco funcionários do abrigo também permanecem no local, 400 animais demandam muito tempo, comida, energia e atenção. Durante toda a entrevista do jornal Euro News com o italiano, havia tiroteios. 

Questionado sobre os barulhos ao redor da região, o ativista responde que acredita que são confrontos entre os soldados. "Sim, acho que sim. Trocas de tiro. Não posso me mudar daqui. Seria perigoso me mudar”, finalizou. 

Até o momento não há novas atualizações sobre a situação do italiano. 

Estudante de jornalismo na Universidade de Passo Fundo (UPF). Gosta de livros, animais e é vegetariana.