'Tão macia quanto uma nuvem': Moça transforma o destino de coruja especial rejeitada e descobre o melhor carinho do mundo

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em Aqueça o coração

Peach é uma corujinha que, ao nascer com necessidades especiais, acabou sendo vista por muitos como um animal sem chances.

Por conta de suas limitações, ela estava sendo descartada, como se sua vida tivesse menos valor.

No entanto, sua história tomou um rumo completamente diferente quando encontrou a terapeuta Mary Mack, que estava disposta a enxergar além das dificuldades.

Com cuidado, paciência e amor, Peach mostrou que a deficiência não define limites e que toda vida merece uma oportunidade de ser vivida.

A adoção de Peach

Mary contou que Peach nasceu com graves deformidades físicas e, por causa disso, foi rejeitada desde o início.

A pequena veio ao mundo com uma asa deformada e o bico inferior comprometido, limitações que fizeram com que ninguém a quisesse — nem mesmo para a falcoaria, prática comum para aves de rapina.

O destino que haviam traçado para Peach era duro e definitivo: a eutanásia.

Quando Mary soube do que estava prestes a acontecer, algo falou mais alto. Ela não conseguiu aceitar que uma vida fosse descartada apenas por não se encaixar em um padrão.

Sem pensar duas vezes, tomou uma atitude que mudaria tudo: decidiu adotar a corujinha e assumir integralmente seus cuidados.

A partir daquele momento, Peach deixou de ser vista como um “problema” e passou a ser tratada como aquilo que sempre foi — uma vida que merecia amor, respeito e uma chance real.

Desde o início, Peach se apegou à sua salvadora. O vínculo entre as duas cresceu de forma tão intensa que Mary costuma brincar dizendo que a coruja acredita que ela seja sua mãe ou até sua parceira.

Veja:

Por conta das limitações físicas, Peach não consegue fazer sozinha muitas coisas que uma coruja normalmente faria, como coçar a barriga ou as orelhas. Então Mary faz isso por ela, com delicadeza e atenção.

Segundo Mary, esse contato libera oxitocina, o chamado “hormônio do amor”, tanto na ave quanto nela mesma. “Nós nos acariciamos mutuamente”, contou em entrevista ao GeoBeats Animals. Não é apenas cuidado — é troca, conexão e afeto genuíno.

Mas a convivência não é feita só de momentos bons. Mary revela que Peach tem um temperamento forte. Quando está brava ou mal-humorada, a coruja emite um som agudo e alto, infla todas as penas e simplesmente ignora qualquer tentativa de interação, indo embora sem dar a mínima atenção.

Esse mesmo som é usado quando Peach se sente ameaçada, especialmente ao ver corvos, aves com as quais corujas tradicionalmente não se dão bem.

Apesar disso, Peach tem uma relação surpreendentemente boa com pessoas, especialmente crianças. Mary explica que isso acontece porque, desde muito jovem, a coruja foi acostumada ao contato humano. “Ela se dá muito bem com crianças”, afirma.

Sobre a aparência, Mary descreve Peach de forma quase poética. Segundo ela, a corujinha é tão macia que acariciá-la é como tocar uma nuvem. Apesar de parecer grande por causa da plumagem, Peach é, na verdade, bem pequena.

“Por baixo de todas aquelas penas, ela tem um esqueleto minúsculo — no fim, são praticamente só penas”, explicou.

Peach também impressiona pelos sentidos: sua visão binocular permite enxergar até meia milha de distância, e sua audição é tão apurada quanto os olhos.

Desde que adotou Peach, Mary nunca mais tirou férias longas. Sua vida passou a girar em torno dos cuidados com a coruja. Quando precisa se ausentar, conta com a ajuda de uma vizinha.

Confira:

Ainda assim, não importa se fica fora um ou dois dias: Peach sente falta da tutora e, quando Mary retorna, exige carinhos prolongados para compensar a ausência.

“Eu costumava viajar pelo mundo. Viajei por quatro anos, era muito livre… e agora minha vida gira em torno dela”, confessa Mary.

E, para ela, não poderia haver escolha mais certa.

Repercutiu

A história de Peach foi contada em vídeo e compartilhada no perfil do Instagram da GeoBeats Animals, @geobeatsanimals, no dia 4 de dezembro.

Em pouco tempo, a publicação conquistou o público, acumulando milhares de visualizações e centenas de comentários emocionados de pessoas tocadas pela jornada da coruja e pela atitude de Mary.

“Que história extraordinária e inspiradora”, escreveu um internauta.
“Que querida. Que Deus abençoe essa mulher por salvar essa alma tão doce”, comentou outro seguidor.
“Minha doce menininha, fico feliz que ela tenha você. Ela é preciosa demais”, disse uma usuária emocionada.
“Que criatura linda. Obrigada por amá-la e acolhê-la sob suas asas carinhosas e afetuosas”, destacou mais um comentário.

Confira:

Se o destino de Peach parecia trágico e sem esperança, Mary surgiu como a mudança que ela precisava. Graças a essa decisão cheia de empatia, a corujinha não apenas sobreviveu, mas passou a viver cercada de amor e cuidado.

Outro resgate

Em 2021, uma história de cuidado e esperança comoveu quem acompanha o trabalho do Tiggywinkles Wildlife Hospital, uma instituição beneficente dedicada à proteção de animais selvagens, localizada em Aylesbury, no condado de Buckinghamshire, no sudeste da Inglaterra.Naquele ano, o hospital resgatou uma corujinha recém-nascida, órfã e extremamente frágil, que não teria chances de sobreviver sozinha.

Batizada de Ollie, a pequena era a menor e mais jovem coruja já atendida pela equipe. Sem penas, fraca e sempre faminta, ela exigiu cuidados intensivos e atenção constante dos profissionais, que não mediram esforços para mantê-la viva.

Apesar das dificuldades iniciais — inclusive momentos em que sua sobrevivência parecia incerta — a dedicação da equipe fez toda a diferença.

Após oito semanas de tratamento, Ollie começou a desenvolver penas adultas, sinal claro de que estava ganhando força.

Pouco depois, já com 11 semanas, mais saudável e alguns quilos a mais, ela estava pronta para dar o próximo passo: retornar à natureza.

Antes da liberação definitiva, Ollie passou por um processo de adaptação em um local de soltura, ao lado de outra coruja chamada Percy, onde pôde ser monitorada de perto.

Para os cuidadores, acompanhar sua evolução foi emocionante, ainda que a despedida trouxesse saudade. Afinal, sabiam que o melhor lugar para Ollie era voar livre em seu habitat natural.

A história da coruja é mais uma prova do impacto vital do trabalho de instituições que dedicam suas vidas a salvar animais silvestres.

Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.

Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.

Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.

Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.