"Olha que coisa mais linda!": Ciclista fica visivelmente emocionado ao receber presente inesquecível de pássaro

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em Mundo Animal

Uma cena incomum transformou o treino de dois ciclistas em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, no dia 17 de janeiro.

Lygi B. Moretti pedalava com um companheiro quando avistaram uma arara-canindé pousada em um poste. O que começou como uma tentativa de registro distante terminou em um contato físico direto que acumulou milhões de visualizações nas redes sociais.

A ave voou em direção ao homem e pousou em seu braço assim que ele fez um gesto de aproximação.

Inicialmente, ela tentou captar a ave com o zoom do celular, mas a distância prejudicava a qualidade da imagem. No momento em que a arara levantou voo e sumiu do campo de visão da câmera, os ciclistas acreditaram que o momento havia acabado.

Poucos segundos depois, o animal ressurgiu e aceitou o convite do parceiro de Lygi, que estendeu o braço para recebê-la.

O vídeo original registrou 65 mil visualizações na conta pessoal da ciclista. Entretanto, a repercussão tomou proporções maiores quando páginas de compartilhamento de conteúdo replicaram a cena, ultrapassando a marca de 5 milhões de acessos.

“Essa Arara parece estar anilhada (anel na pata direita, nos segundos finais do vídeo). Portanto não é “totalmente selvagem”. E esse comportamento é muito improvável em uma Arara selvagem... De qualquer maneira, o vídeo é lindo!”
“Tenho duas e acreditem: ELAS NÃO VAI EM TODO MUNDO, precisam sentir a mais pura energia e segurança para fazer um pouso assim.”
“Simplesmente maravilhoso”.

Foram alguns dos comentários.

Confira abaixo:

Pode domesticar arara canindé?

De acordo com o criatório Primeira Pena ter uma arara como pet é possível e legal no Brasil, desde que a ave seja adquirida de criadouros autorizados pelo Ibama.

Esses criadouros garantem a reprodução em cativeiro de forma ética, contribuindo para a preservação da espécie e reduzindo a pressão sobre populações selvagens.

No entanto, criar uma arara exige planejamento. Essas aves necessitam de interação constante, atividades enriquecedoras e uma dieta balanceada para evitar estresse, automutilações e comportamentos destrutivos.

A socialização e o envolvimento do tutor são fundamentais para garantir o bem-estar da ave.

Optar por aves traficadas é prejudicial para todos: as aves selvagens podem transmitir doenças, têm baixa sobrevivência em cativeiro e, quando retiradas da natureza, comprometem todo o ecossistema.

Se você deseja ter uma arara, escolha fazê-lo com responsabilidade, apoiando a conservação e garantindo bem-estar.

Características e importância ambiental

A arara-canindé possui cerca de 80 centímetros de comprimento, pesa em média entre 990 gramas e um quilo e trezentos gramas.

Possui plumas predominantemente nas cores da bandeira do Brasil: azul no dorso e amarelo-dourado na barriga, resultando no nome popular arara-de-barriga-amarela.

Uma vez que formam casal, não se separam mais e, a cada dois anos, em ninhos feitos em buracos de troncos de árvores, colocam de um a três ovos, que ficam em período de incubação por aproximadamente 28 dias.

Neste período, o macho alimenta a fêmea e protege o ninho de invasores e predadores, como os tucanos, animais que podem comer os ovos.

Os filhotes das araras-canindé nascem sem plumas e ficam no ninho até a 13ª semana, onde são alimentados pelos pais com frutas e sementes regurgitadas.

Após esta fase, permanecem com eles por até um ano, mas sua maturidade sexual somente é atingida depois de três ou quatro anos.

Geralmente, o animal voa em pares ou grupos de três indivíduos, mas também podem ser vistos em bandos maiores, de 30 indivíduos, em média.

É comum ser avistado em copa de florestas de galeria, várzeas com palmeiras, como o buriti, além de interiores de florestas e, atualmente, no ambiente urbano. Não à toa é conhecido como “araras urbanas”.

Assim como outras espécies de araras, a arara-canindé pode ser predada no solo por mamíferos carnívoros quando são jovens e estão aprendendo a voar; ou por répteis aquáticos, como sucuris, enquanto bebem água. Além disso, também podem ser predadas por aves de rapina, como a harpia.

Por ser uma ave frugívora e consumir variadas frutas, a espécie é ótima dispersora de sementes, as quais possuem maior potencial de germinação, o que colabora com a regeneração e manutenção das florestas.

Esse não é o primeiro caso de interação de uma arara-canindé com ciclistas

O caso da ciclista Lygi B. Moretti em Santa Catarina não é um evento isolado de interação entre humanos e a fauna silvestre.

Contamos aqui no Amo Meu Pet sobre a arquiteta e urbanista Rosiani Vaz viveu uma experiência semelhante enquanto pedalava de Ourinhos com destino a Salto Grande, no interior de São Paulo.

Durante o percurso de 19 quilômetros, uma arara-canindé pousou no ombro da ciclista e acompanhou o grupo por centenas de metros, reforçando a crescente presença dessas aves em rotas de lazer humano.

Rosiani partiu às 5h30 da manhã para um passeio rotineiro quando a ave surgiu em pleno voo e decidiu pousar em suas costas, migrando em seguida para o braço.

A interação durou até que a presença de cães na estrada assustou o animal, que retomou o voo.

O registro mostra a ave tranquila com o movimento das bicicletas, o que levanta discussões sobre o comportamento de habituação desses animais em regiões onde o contato com pessoas se tornou frequente.

Você já se encontrou com uma ave dessa espécie? Se sim, conta nos comentários sua experiência!

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.