“Melhor companheiro do mundo”: Cão do interior ajuda tutores na lida da roça e esforço na colheita chama a atenção
Por Larissa Soares em Cães
Na propriedade da família de Lucia Amorim, no interior, a rotina na roça ganhou um ajudante de quatro patas que não mede esforços quando o assunto é colaborar.
O nome dele é Paçoca Furacão e ele é especialista em colecionar gravetos.
E, ao que tudo indica, também é um promissor auxiliar agrícola nas horas vagas.
O vídeo compartilhado no Instagram conquistou corações ao mostrar o cão participando ativamente da colheita de tomate e berinjela.
Entre uma corrida animada e outra, Paçoca carrega os ingredientes cuidadosamente na boca.
Na legenda da publicação, Lucia resume a cena com bom humor, no ponto de vista do cão:
“Garantindo nosso vinagrete do churrasco e a salada de berinjela.”
E se depender da dedicação do cãozinho, o tempero está mais do que garantido.
“Eu sou agro, eu sou pet e eu sou rural!”, brincou uma pessoa nos comentários.
“Deixa que eu tiro essa berinjela Cláudio, tu é muito lento”, brincou outra.
“Tão educado, ajudando os pais na lida da roça”, disse mais um.
“Que máximo! Eu teria comido, amooooo tomate”, brincou a cadela Florzinha no perfil.
Mas… será que cães podem comer tomate?
Segundo o American Kennel Club (AKC), a resposta é “sim e não”.
Os cães podem comer tomates maduros, aqueles bem vermelhos, desde que em pequenas quantidades e com moderação.
O tomate maduro é considerado não tóxico para os cães e pode ser oferecido como um petisco ocasional. Porém, é preciso atenção.
O perigo está nas partes verdes
O tomateiro pertence à família das solanáceas, a mesma das batatas e pimentões. Nessas plantas existem toxinas naturais chamadas solanina e tomatina, encontradas principalmente nas partes verdes: folhas, caules e frutos ainda verdes.
Isso significa que:
- Cachorros não devem ingerir folhas ou talos do tomateiro.
- Tomates verdes também devem ser evitados.
- A ingestão dessas partes pode causar o chamado envenenamento por tomatina.
O que é intoxicação por tomatina?
De acordo com o AKC, a intoxicação por tomatina ocorre quando o cão ingere uma quantidade significativa dessas toxinas presentes nas partes verdes da planta.
A boa notícia é que casos graves são raros. A maioria dos cães dificilmente consome uma quantidade suficiente para sofrer consequências sérias. No entanto, filhotes e cães de pequeno porte são mais sensíveis devido ao tamanho corporal reduzido.
Os sintomas que merecem atenção incluem:
- Perda de coordenação
- Perda de apetite
- Fraqueza muscular
- Hipersalivação
- Pupilas dilatadas
- Tremores ou convulsões
- Letargia
- Dor abdominal
- Diarreia e vômito
- Alterações cardíacas, como arritmia
Caso haja suspeita de ingestão de partes verdes ou grande quantidade de tomate, a orientação é procurar um veterinário imediatamente.
Felizmente, segundo a entidade, o envenenamento por tomatina geralmente não é fatal, e a maioria dos cães se recupera completamente com acompanhamento adequado.
Tomate pode fazer bem?
Quando maduro e oferecido corretamente, o tomate pode até trazer benefícios.
O AKC destaca que o alimento é rico em fibras, que auxiliam na digestão. Também contém antioxidantes e nutrientes importantes como:
- Vitamina C
- Vitamina K
- Potássio
- Folato (vitamina B9)
Esses nutrientes ajudam no funcionamento celular, no crescimento dos tecidos e no suporte geral à saúde. Não à toa, o tomate aparece como ingrediente em algumas formulações de ração.
Mas atenção: moderação é a palavra-chave. Por ser ácido, o excesso pode causar desconforto gastrointestinal.
Como oferecer tomate com segurança
Se a ideia for dividir um pedacinho com seu companheiro, algumas regras são importantes:
- Oferecer apenas tomate maduro (bem vermelho).
- Remover completamente folhas, talos e qualquer parte verde.
- Cortar em pedaços pequenos para facilitar a mastigação.
- Oferecer como petisco ocasional, não como parte principal da dieta.
Outro ponto importante: molhos prontos não entram na lista. Molho de tomate industrializado ou caseiro costuma conter alho e cebola, ingredientes tóxicos para cães.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.








