“Será que pega Wi-Fi?”: Gata chama atenção por nascer com detalhe raro e curioso na cabeça e intriga a internet

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Você já imaginou ter um animal de estimação que parece estar sempre tentando captar sinal de rádio? Uma gata de pelagem mesclada está chamando a atenção de internautas por apresentar uma característica física bastante curiosa e rara.

Ela possui um único fio de bigode que cresce exatamente no topo da cabeça, assemelhando-se a uma pequena antena.

O detalhe peculiar foi compartilhado pelo tutor @marllo__ no Tik Tok. Nas imagens, o fio branco e longo se destaca no meio da pelagem acinzentada da felina.

O movimento do "pelo solitário" conforme a gata mexe a cabeça cria uma cena divertida, reforçando a impressão de que o animal carrega um acessório natural de comunicação.

O que explica o fio solitário no topo da cabeça

Embora o termo popular utilizado seja bigode, cientificamente esses pelos longos e firmes são conhecidos como vibrissas.

Elas são órgãos sensoriais táteis fundamentais para os felinos. Normalmente, as vibrissas estão localizadas em regiões específicas como o focinho, acima dos olhos, no queixo e na parte de trás das patas dianteiras.

As vibrissas funcionam como sensores que ajudam os gatos a detectar mudanças nas correntes de ar, medir a largura de espaços e identificar objetos próximos no escuro.

No caso dessa gata, a genética apresentou uma variação incomum, fazendo com que um desses fios nascesse em um local totalmente atípico, entre as orelhas.

Essa condição não traz prejuízos à saúde do animal, sendo apenas uma particularidade estética que reforça a individualidade de cada pet.

Assim como os humanos podem nascer com sinais ou marcas de nascença diferentes, os animais também apresentam características que os tornam exclusivos dentro de sua espécie.

O Amo Meu Pet entrou em contato com o tutor para obter mais informações sobre a gata e o nome da pet, mas até o fechamento desta reportagem não obteve retorno.

O espaço segue aberto para futuras atualizações sobre a rotina dessa felina inusitada.

Entenda por que os bigodes dos gatos são vitais para o equilíbrio e a saúde dos felinos

Os gatos são conhecidos pela agilidade, mas o segredo dessa destreza está em uma ferramenta sensorial específica: as vibrissas.

Localizados perto do nariz, acima dos olhos e no queixo, esses fios longos e rígidos funcionam como radares táteis que permitem ao animal compreender o ambiente ao seu redor com precisão cirúrgica.

De acordo com o site da Whiskas, diferente dos pelos comuns, os bigodes estão conectados a terminações nervosas que enviam sinais diretos ao cérebro.

Essa função permite que o gato obtenha orientação espacial, medindo distâncias e avaliando se o seu corpo consegue passar por aberturas estreitas. Além disso, as vibrissas detectam mudanças sutis nas correntes de ar, auxiliando na caça e na locomoção em ambientes com pouca luz.

Assista abaixo:

Os riscos de aparar ou tocar nas vibrissas

Devido à extrema sensibilidade desses fios, especialistas recomendam que os tutores evitem tocar ou brincar com os bigodes, o que pode causar estresse tátil.

O perigo real, entretanto, reside no ato de cortar as vibrissas. Como o comprimento delas corresponde à maior largura do corpo do gato, retirá-las compromete o equilíbrio e a noção de espaço, podendo levar a acidentes graves e desorientação.

Embora os fios caiam naturalmente durante a troca de pelagem, a queda excessiva ou bigodes quebradiços podem indicar má nutrição ou problemas de saúde. Nutrientes como zinco e ômega 6 são fundamentais para manter a resistência desses sensores.

Em casos de fragilidade visível, a consulta com um médico veterinário é indispensável para avaliar a dieta e o bem-estar do pet.

Cuidados práticos e conforto no dia a dia

Manter a integridade dos bigodes envolve também a escolha correta dos acessórios. Comedouros e bebedouros muito fundos podem causar o "estresse de bigode", desconforto gerado pelo contato constante dos fios com as bordas do recipiente.

Optar por vasilhas rasas e largas evita esse incômodo e melhora a experiência de alimentação do animal.

Existem exceções genéticas, como a raça Sphynx, que pode não apresentar vibrissas longas devido à ausência de pelos, adaptando-se com a sensibilidade das orelhas. Contudo, para a maioria dos felinos, o bigode permanece como um órgão sensorial insubstituível.

Entender essa biologia é o primeiro passo para garantir que o seu companheiro explore o mundo com segurança e saúde.

Beatriz é jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, com especialização em Escrita Criativa e Editoração pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera. Apaixonada por narrativas envolventes e pelo universo pet, ela também possui certificação em Storytelling para Marketing Digital pela Santander Open Academy, o que complementa sua habilidade de transformar histórias reais em conteúdos informativos e inspiradores. Dedica-se à produção de reportagens que valorizam a convivência ética e afetiva entre humanos e animais de estimação, promovendo empatia, informação de qualidade e o respeito aos animais.