“Me jogaram fora”: Abandonada como um 'móvel velho' por não andar, filhotinha se arrasta sozinha até encontrar ajuda

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em Cães

Uma cachorrinha com no máximo quatro meses de vida foi abandonada de forma cruel, e tudo indica que o motivo foi sua deficiência física.

Essa lindinha, que não possui movimentos nas patas traseiras, foi deixada em uma casa abandonada, praticamente condenada à própria sorte.

Sozinha, frágil e indefesa, ela foi colocada em uma situação extrema, onde suas chances de sobrevivência eram mínimas.

Se para um filhote saudável já é difícil enfrentar a rua, imagine para um animal que não consegue se locomover com facilidade.

O abandono, nesse caso, foi mais do que descaso — foi uma forma de sentença.

Mas o destino dessa pequena mudou quando mãos bondosas decidiram agir. Pessoas sensíveis à dor alheia não fecharam os olhos e estenderam ajuda no momento em que ela mais precisava.

Hoje, a filhotinha está sob cuidados médicos especializados, recebendo acompanhamento veterinário, medicação, carinho e atenção. Aos poucos, ela vai se fortalecendo e aprendendo que ainda existe amor e proteção.

Agora, além de se recuperar, ela busca um lar responsável, onde seja vista não pela limitação, mas pela imensa capacidade de amar que carrega no coração.

O resgate

A cachorrinha foi abandonada em uma casa na cidade de Rio Branco, no Acre, e sua história só ganhou um novo rumo quando Isabella Macowski, conhecida por seu envolvimento com a causa animal, soube do caso.

Assim que recebeu a informação, ela não pensou duas vezes e se dirigiu imediatamente até o local para resgatar a filhote.

Ao chegar, Isabella se deparou com uma cena de partir o coração. A pequena, muito dócil, se rastejava pelo quintal abandonado, tentando se locomover como podia.

"Deixada em uma casa abandonada, como se fosse mais um móvel velho. Uma vida ignorada pela deficiência moral de quem não conseguiu enxergar nela um coração, que bate e sente igual. Que isso nunca nos pareça normal! A deficiência física a gente adapta, mas se o que te falta é um coração, eu sinto muito, não tem como não", desabafou Isabella.

O espaço estava sujo, sem qualquer estrutura, sem água fresca ou alimento visível. Mesmo diante daquela realidade dura, a filhotinha não demonstrava agressividade — apenas um olhar carente, como se implorasse por ajuda.

Era evidente que ela precisava com urgência de cuidados, proteção e amor.

Veja:

Isabella a resgatou e a levou imediatamente para os cuidados da equipe da CliniVet, onde a filhotinha passou por uma avaliação médica completa.

No local, os profissionais constataram a presença de muitas pulgas e carrapatos, sinais claros de abandono e falta total de cuidados.

Além disso, após exames e observação clínica, os veterinários informaram que, muito provavelmente, a deficiência é congênita, ou seja, ela já nasceu com essa condição.

Mesmo diante desse diagnóstico, a notícia não veio acompanhada de uma sentença de sofrimento, mas de esperança. Com acompanhamento adequado, fisioterapia, medicação e muito carinho, ela pode ter uma vida longa, confortável e feliz.

Agora, livre dos parasitas e do abandono, a pequena começa uma nova fase marcada por atenção e tratamento, enquanto aguarda a chance de encontrar uma família que a aceite exatamente como ela é.

Repercutiu

Isabella se define em sua biografia no Instagram, @macowskibella, como “NEM ONG, NEM ABRIGO, apenas um ser humano como você”.

A frase resume perfeitamente sua forma de atuar: com empatia, coragem e compromisso, ela utiliza as redes sociais para arrecadar fundos destinados aos resgates que realiza e para encontrar lares responsáveis para os animais que salva.

Sem apoio institucional fixo, Isabella depende diretamente da solidariedade das pessoas que acompanham seu trabalho.

Cada compartilhamento, cada doação e cada comentário fazem parte de uma rede de apoio essencial para que novos resgates continuem acontecendo.

No dia 23 de fevereiro, ela compartilhou o vídeo emocionante do resgate da filhotinha deficiente. Nas imagens, Isabella escreveu mensagens como se fossem narradas pela própria cachorrinha, dando voz à sua dor, sua fragilidade e sua esperança por uma nova vida.

Já na legenda, fez um apelo direto e sincero:

“Bora arrumar um lar e ajudar na internação dela? 68992382228 é o WhatsApp para adotar. 68992382228 é o Pix para ajudar. Ou você pode doar direto na @clinivetac, onde ela ficou internada (é só falar que quer doar para a filhotinha deficiente resgatada pela Isabella). Compartilha, pra que ela tenha mais chances. A família dela pode ser um dos seus amigos. Ahh, e deixa aqui nos comentários uma sugestão de nome pra ela (bem criativo e especial, porque ela não tem nada de comum).”

A publicação rapidamente ganhou repercussão, ultrapassando a marca de 351 mil visualizações e acumulando milhares de comentários cheios de emoção, indignação e gratidão.

Entre as mensagens, destacaram-se frases como:

“MEU DEUS, que princesa! Que a vida abençoe todos que estão ajudando essa alma tão pura.”
“Qualquer pessoa que abandona um animal já apodreceu em vida.”
“Obrigado, anjo, por salvar a vida dela. Parabéns a você e a todos que ajudaram.”

Assista:

A história dessa filhotinha mostra o poder da empatia e da união. Se você se sentiu tocado por essa trajetória, considere ajudar — seja com uma doação, um compartilhamento ou uma palavra de incentivo.

E, se você mora em Rio Branco ou região e sentiu no coração o desejo de adotar, talvez seja exatamente você a pessoa que ela está esperando para chamar de família.

Amor que supera limites

Cuidar de um cão deficiente é, antes de tudo, um compromisso com o amor verdadeiro. Diferente do que muitos imaginam, esses animais não vivem em sofrimento constante nem são sinônimo de tristeza.

Com acompanhamento veterinário, adaptações simples e dedicação diária, eles podem ter uma vida plena, ativa e feliz.

Alguns precisam de cadeirinhas de rodas, fisioterapia ou medicação contínua. Outros exigem atenção redobrada com higiene, prevenção de feridas e apoio para se locomover.

Mas, acima de qualquer cuidado físico, o que realmente transforma a vida de um cão com deficiência é a paciência, o respeito e a constância no afeto.

Eles aprendem a se adaptar ao próprio corpo com uma capacidade impressionante. Correm do jeito que conseguem, brincam à sua maneira e desenvolvem uma forte conexão com quem os acolhe. Muitas vezes, tornam-se ainda mais apegados e gratos.

Adotar ou cuidar de um cão deficiente não é um ato de pena. É uma escolha consciente de responsabilidade e empatia. E, quase sempre, quem decide dar essa chance descobre que recebe muito mais amor do que imaginava oferecer.

Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.

Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.

Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.

Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.