“Ele se recusava a ir embora sem ela”: Cão não abandona irmã paralítica e comove ao mostrar o que é amor de verdade
Por Larissa Soares em Proteção Animal
Conhecido por resgatar cães e gatos no México, vestido como um super-herói, Zadrigman encontrou dois filhotes em uma situação que partiria o coração de qualquer pessoa.
Mas havia um detalhe que tornava aquela cena ainda mais especial: um deles simplesmente se recusava a ir embora sem o outro.
Um vínculo inquebrável
Quando Zadrigman chegou ao local, viu uma filhotinha paralisada e, ao lado dela, um irmão ainda menor, que não a abandonava em nenhum momento.
Mas mesmo diante da fragilidade da situação, havia um detalhe que chamou atenção:
“Ela seguia abanando o rabinho”, contou o protetor em entrevista ao The Dodo.
A pessoa que havia encontrado os dois relatou que veterinários chegaram a sugerir a eutanásia da filhote, devido à gravidade do quadro.
Mas, ao ver o apego entre os irmãos, Zadrigman tomou uma decisão: “Dê-me os dois, não quero separá-los.”
E foi assim que começou a virada na vida de Nucita e Duvalin.
Resgate e início do tratamento
Após o resgate, os dois foram levados diretamente ao veterinário. Nucita passou por uma avaliação completa e recebeu o diagnóstico.
Ela estava com uma doença grave transmitida por carrapatos, conhecida como erliquiose, que havia comprometido sua mobilidade.
Enquanto isso, Duvalin, ainda muito pequeno, continuava ao lado da irmã o tempo todo, como se soubesse que sua presença era essencial.
Durante o tratamento, Nucita recebeu cuidados intensivos, incluindo medicação, acompanhamento veterinário e sessões de estímulo físico. Além disso, ganhou uma cadeira de rodas adaptada, que passou a ajudá-la a se locomover.
Mesmo com todas as dificuldades, a dupla permaneceu unida em cada etapa do processo.
A recuperação que parecia impossível
Com o passar dos dias, os primeiros sinais de melhora começaram a aparecer. Inicialmente, Nucita passou a se movimentar com ajuda da cadeirinha. Depois, vieram as sessões de fisioterapia, com massagens e exercícios para estimular os músculos.
Pouco a pouco, algo extraordinário aconteceu. Ela simplesmente se levantou e correu.
“Para mim, foi como um milagre”, disse Zadrigman.
No vídeo compartilhado nas redes, o desfecho é ainda mais marcante. Nucita aparece correndo ao lado de Duvalin, que já está maior e mais forte, mas continua tão próximo quanto no início.
O que é a erliquiose em cães
A doença que afetou Nucita, a erliquiose, é uma condição séria e relativamente comum, especialmente em regiões com alta incidência de carrapatos.
Segundo o portal PetMD, a erliquiose é causada por bactérias do gênero Ehrlichia, transmitidas principalmente pela picada do carrapato marrom do cão. Essas bactérias atacam os glóbulos brancos, comprometendo o sistema imunológico do animal.
A doença pode se desenvolver em três fases: aguda, subclínica e crônica.
Sintomas mais comuns
Na fase inicial, os sinais podem incluir:
- Febre
- Letargia
- Falta de apetite
- Perda de peso
- Linfonodos aumentados
- Vômitos e diarreia
- Dificuldade de locomoção
Em casos mais graves, como o de Nucita, a doença pode evoluir e causar complicações neurológicas, perda de coordenação e até paralisia.
Se não tratada, a erliquiose pode se tornar crônica, levando a problemas mais severos, como anemia, sangramentos e danos aos órgãos.
Tratamento e chances de recuperação
Apesar de preocupante, a erliquiose tem tratamento, especialmente quando diagnosticada precocemente.
O protocolo mais comum inclui o uso de antibióticos por cerca de 28 a 30 dias. Em casos mais graves, pode ser necessário suporte adicional, como internação, fluidoterapia e até transfusão de sangue.
De acordo com especialistas, muitos cães apresentam melhora significativa já nos primeiros dias de tratamento. No entanto, quando a doença chega à fase crônica, o prognóstico se torna mais reservado.
A importância da prevenção
A erliquiose não é transmitida de cão para cão, mas sim por carrapatos, o que torna a prevenção fundamental.
Entre as principais medidas recomendadas estão:
- Uso regular de antiparasitários
- Inspeção do animal após passeios
- Evitar áreas com alta infestação de carrapatos
- Remoção imediata de qualquer parasita encontrado
A detecção precoce é essencial para aumentar as chances de recuperação e evitar complicações graves.
Uma dupla à espera de um lar
Depois de meses de cuidados, Nucita e Duvalin estão prontos para um novo capítulo. Saudáveis, ativos e ainda inseparáveis, eles aguardam agora por uma família que possa adotá-los juntos.
E, considerando tudo o que enfrentaram, há um detalhe que não é negociável: eles não podem ser separados.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.









