“Ele se recusava a ir embora sem ela”: Cão não abandona irmã paralítica e comove ao mostrar o que é amor de verdade

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em Proteção Animal

Conhecido por resgatar cães e gatos no México, vestido como um super-herói, Zadrigman encontrou dois filhotes em uma situação que partiria o coração de qualquer pessoa.

Mas havia um detalhe que tornava aquela cena ainda mais especial: um deles simplesmente se recusava a ir embora sem o outro.

Um vínculo inquebrável

Quando Zadrigman chegou ao local, viu uma filhotinha paralisada e, ao lado dela, um irmão ainda menor, que não a abandonava em nenhum momento.

Mas mesmo diante da fragilidade da situação, havia um detalhe que chamou atenção:

“Ela seguia abanando o rabinho”, contou o protetor em entrevista ao The Dodo.

A pessoa que havia encontrado os dois relatou que veterinários chegaram a sugerir a eutanásia da filhote, devido à gravidade do quadro.

Mas, ao ver o apego entre os irmãos, Zadrigman tomou uma decisão: “Dê-me os dois, não quero separá-los.”

E foi assim que começou a virada na vida de Nucita e Duvalin.

Resgate e início do tratamento

Após o resgate, os dois foram levados diretamente ao veterinário. Nucita passou por uma avaliação completa e recebeu o diagnóstico.

Ela estava com uma doença grave transmitida por carrapatos, conhecida como erliquiose, que havia comprometido sua mobilidade.

Enquanto isso, Duvalin, ainda muito pequeno, continuava ao lado da irmã o tempo todo, como se soubesse que sua presença era essencial.

Durante o tratamento, Nucita recebeu cuidados intensivos, incluindo medicação, acompanhamento veterinário e sessões de estímulo físico. Além disso, ganhou uma cadeira de rodas adaptada, que passou a ajudá-la a se locomover.

Mesmo com todas as dificuldades, a dupla permaneceu unida em cada etapa do processo.

A recuperação que parecia impossível

Com o passar dos dias, os primeiros sinais de melhora começaram a aparecer. Inicialmente, Nucita passou a se movimentar com ajuda da cadeirinha. Depois, vieram as sessões de fisioterapia, com massagens e exercícios para estimular os músculos.

Pouco a pouco, algo extraordinário aconteceu. Ela simplesmente se levantou e correu.

“Para mim, foi como um milagre”, disse Zadrigman.

No vídeo compartilhado nas redes, o desfecho é ainda mais marcante. Nucita aparece correndo ao lado de Duvalin, que já está maior e mais forte, mas continua tão próximo quanto no início.

O que é a erliquiose em cães

A doença que afetou Nucita, a erliquiose, é uma condição séria e relativamente comum, especialmente em regiões com alta incidência de carrapatos.

Segundo o portal PetMD, a erliquiose é causada por bactérias do gênero Ehrlichia, transmitidas principalmente pela picada do carrapato marrom do cão. Essas bactérias atacam os glóbulos brancos, comprometendo o sistema imunológico do animal.

A doença pode se desenvolver em três fases: aguda, subclínica e crônica.

Sintomas mais comuns

Na fase inicial, os sinais podem incluir:

  • Febre
  • Letargia
  • Falta de apetite
  • Perda de peso
  • Linfonodos aumentados
  • Vômitos e diarreia
  • Dificuldade de locomoção

Em casos mais graves, como o de Nucita, a doença pode evoluir e causar complicações neurológicas, perda de coordenação e até paralisia.

Se não tratada, a erliquiose pode se tornar crônica, levando a problemas mais severos, como anemia, sangramentos e danos aos órgãos.

Tratamento e chances de recuperação

Apesar de preocupante, a erliquiose tem tratamento, especialmente quando diagnosticada precocemente.

O protocolo mais comum inclui o uso de antibióticos por cerca de 28 a 30 dias. Em casos mais graves, pode ser necessário suporte adicional, como internação, fluidoterapia e até transfusão de sangue.

De acordo com especialistas, muitos cães apresentam melhora significativa já nos primeiros dias de tratamento. No entanto, quando a doença chega à fase crônica, o prognóstico se torna mais reservado.

A importância da prevenção

A erliquiose não é transmitida de cão para cão, mas sim por carrapatos, o que torna a prevenção fundamental.

Entre as principais medidas recomendadas estão:

  • Uso regular de antiparasitários
  • Inspeção do animal após passeios
  • Evitar áreas com alta infestação de carrapatos
  • Remoção imediata de qualquer parasita encontrado

A detecção precoce é essencial para aumentar as chances de recuperação e evitar complicações graves.

Uma dupla à espera de um lar

Depois de meses de cuidados, Nucita e Duvalin estão prontos para um novo capítulo. Saudáveis, ativos e ainda inseparáveis, eles aguardam agora por uma família que possa adotá-los juntos.

E, considerando tudo o que enfrentaram, há um detalhe que não é negociável: eles não podem ser separados.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.