‘Imagina se tivesse todas’: Tutora teme que gato fique limitado após perder pata, mas descobre "atleta paralímpico"
Por Larissa Soares em Gatos
Janne, tutora do gato Tigrinho, certamente ficou preocupada quando soube que o felino precisaria amputar uma das patas.
Como Tigrinho se adaptaria? Será que ele conseguiria brincar, correr ou levar uma vida normal?
Mas bastaram alguns dias após a cirurgia para que todas as dúvidas fossem por água abaixo. Tigrinho não só se adaptou, como parece ter ignorado completamente qualquer limitação.
De “coitadinho” a furacão
Em um vídeo viral compartilhado por Janne no Instagram, ela mostra o felino antes da cirurgia.
“Tadinho, vai amputar a perna, vai ficar debilitado”, escreveu.
Na sequência, o gato aparece correndo pela casa, pulando em móveis, escalando estruturas improváveis, como portas e até escadas verticais, e comprando briga com o outro gato da casa.
A disposição é tanta que ele não só acompanha o ritmo do outro felino da casa como, em muitos momentos, parece até mais ativo.
Nos comentários, os internautas se divertem com a situação:
“Imagina esse coitado com todas as pernas”, brincou um seguidor.
“Debilitado fica o outro gato com as surras que leva do PCD”, brincou outro.
“Ele é atleta paralímpico kkkkkkkk disposição pura!”, comentou mais um.
Qualidade de vida não é comprometida
Ao contrário do que muitos pensam, a amputação não significa necessariamente perda de qualidade de vida. Pelo contrário: em diversas situações, ela é justamente o que permite que o animal viva sem dor.
“Mesmo em diferentes idades, cães e gatos se recuperam muito bem após essa cirurgia ortopédica, pois a fonte da dor e do desconforto é removida”, diz o portal veterinário Animal Works.
Cirurgias desse tipo geralmente são indicadas em casos de fraturas graves, tumores, infecções ou lesões irreversíveis. Após a recuperação, o animal tende a apresentar melhora significativa no bem-estar.
“Felizmente, os animais não sofrem o trauma psicológico da perda de um membro como os humanos. Fisicamente, a agilidade e a flexibilidade dos gatos permitem que eles se recuperem rapidamente”, complementa.
Outros casos impressionantes
Assim como Tigrinho, outros animais também mostram que, com os cuidados certos, é possível levar uma vida plena mesmo com alguma limitação física.
Um exemplo é o de Boby, um poodle que não tem os movimentos das patas traseiras, mas encontrou na cadeira de rodas uma forma de liberdade e velocidade.
E Boby não gosta de perder tempo. Basta a tutora pegar a cadeirinha para ele já começar a demonstrar ansiedade para sair.
Durante os passeios, Boby corre em disparada, muitas vezes mais rápido do que cães sem nenhuma limitação, arrancando gargalhadas de quem presencia a cena.
“Ele excedeu o limite de velocidade”, brincou um internauta.
“Mas ele tem carteira de motorista?”, comentou outro.
Outro caso marcante é o da gatinha Christina, que nasceu sem os movimentos das patas traseiras e quase foi submetida à eutanásia.
A decisão foi revertida quando uma protetora decidiu dar uma chance à ela. E não demorou para perceber que a limitação não definia quem ela era.
Christina não apenas conseguia se locomover sozinha, como também explorava a casa, subia onde podia e vivia “aprontando” como qualquer outro gato cheio de energia.
Além disso, ela iniciou uma rotina de cuidados intensivos, com fisioterapia, acupuntura, massagens e estímulos motores.
Com o tempo, os resultados começaram a aparecer: a gatinha passou a apresentar pequenos movimentos nas patas traseiras, o que trouxe ainda mais esperança para sua recuperação.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.









