"Nem todo mundo gosta de você, não pode ser assim": Golden leva 'bronca' por ser muito simpática e cena chama atenção
Por Larissa Soares em Cães
Em Unaí, Minas Gerais, uma “funcionária” foi demitida de um estúdio fotográfico por ser, digamos assim, calorosa demais com as clientes.
Lucy, uma golden retriever muito fofa e carinhosa, passou dos limites na recepção de uma cliente e acabou recebendo uma bronca do tutor, o fotógrafo e videomaker Ed Lima.
“Nem todo mundo gosta de ti. Tu não pode ser assim com as pessoas, entende? Vai que a pessoa não queira um carinho teu?”, disse ele a cadela.
Durante o sermão, Lucy reagia do seu jeito característico. Ela desviava o olhar do tutor, fechava os olhos e parecia ignorar completamente a conversa.
A tentativa de impor limites continuou. “Tu tem que ser mais respeitosa. As pessoas vêm aqui no estúdio para fotografar, não pra te ver. Se elas quiserem, elas pedem uma foto contigo. Não pode ser intrometida. Estamos combinados?”, completou.
A situação virou motivo de brincadeira no perfil da cadela, onde a “demissão” foi anunciada em tom bem-humorado. “Fui DEMITIDA, alguém tem um trampo ai disponível? Preciso me alimentar.”
Nos comentários, os seguidores rapidamente tomaram um lado (e não foi o do tutor).
“Não tenha essa conversa com ela, eu estou sofrendo”, escreveu uma pessoa.
“DEMITE A CLIENTE, JÁ! Quem não gosta da Lucy boa gente não é… vou entrar com a ação trabalhista já”, disse outra.
“Pode ser forçante comigo Lucy! Eu gosto tá… carinha mais linda dela. Imagina, quem é que não vai querer um lambeijo seu”, disse mais uma.
Essa, inclusive, não foi a primeira vez que Lucy reagiu dessa forma ao ser repreendida.
Depois da “demissão”, ela aprontou novamente. Como uma espécie de protesto, deixou um pedaço de papel completamente picado pela casa.
Ao ser questionada pelo tutor sobre a bagunça, repetiu o mesmo comportamento. Olhos fechados, rabinho balançando timidamente e algumas lambidas no focinho.
A expressão já virou marca registrada. Sempre que percebe que está sendo chamada atenção, Lucy adota a mesma estratégia, evita contato visual e mantém os olhos semicerrados, como se estivesse tentando “desaparecer”.
Em outra ocasião, registrada em setembro de 2025, ela foi encontrada sentada ao lado da geladeira, cercada pela bagunça do lixo. Novamente, permaneceu parada, de olhos fechados, como se ignorar a situação fosse suficiente para escapar da bronca.
Por que os cães fazem essa “cara de culpado”?
Esse tipo de comportamento é bastante comum entre os cães e costuma ser interpretado pelos tutores como um sinal de culpa. No entanto, especialistas explicam que a história pode ser outra.
De acordo com o American Kennel Club, a chamada “cara de culpado” é, na maioria das vezes, resultado de antropomorfismo, ou seja, quando humanos atribuem emoções complexas aos animais.
Medo e apaziguamento
Um estudo conduzido pela cientista Alexandra Horowitz analisou esse tipo de reação e chegou a uma conclusão interessante. Os cães demonstram essa linguagem corporal com mais frequência quando estão sendo repreendidos, independentemente de terem feito algo errado ou não.
Ou seja, a expressão não necessariamente indica que o animal entende que cometeu uma “falha”. Na prática, pode ser uma resposta aos sinais do tutor, como o tom de voz e a postura.
Comportamentos como evitar contato visual, encolher o corpo, baixar as orelhas, bocejar ou lamber o focinho, todos comuns nesses momentos, estão mais associados ao medo ou ao estresse do que a um sentimento de culpa propriamente dito.
Outra explicação envolve aprendizado. Segundo especialistas em comportamento animal, muitos cães passam a antecipar a reação dos tutores com base em experiências anteriores.
Se já foram repreendidos em situações parecidas, podem adotar uma postura submissa como forma de apaziguar o humano.
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.







