“Instinto de mãe”: vira-lata caramelo impede cães de atacarem gatinho e passa a noite protegendo o filhote
Por Ana Carolina Câmara em Aqueça o coração
Gal é uma cachorrinha vira-lata caramelo que vive com sua família em Euclides da Cunha, no interior da Bahia, e mostrou o quanto seu instinto materno está aflorado.
Mas não porque tenha dado à luz. O que chamou atenção foi a forma como ela reagiu ao perceber que um gatinho estava precisando de ajuda e, imediatamente, decidiu fazer de tudo para protegê-lo.
Mesmo sem ser a mãe do felino, Gal demonstrou cuidado, atenção e uma preocupação tão bonita que parecia entender que aquele pequeno precisava de segurança.
Mãezinha do coração
Maria Karina, tutora de Gal, contou que o gatinho foi jogado a noite no quintal de sua casa. Quem percebeu a presença do filhote primeiro foi a caramelo.
Na casa, Maria também tem outros três cães. Quando eles notaram que havia um gatinho ali, correram na direção dele, mas Gal entrou em ação antes que algo pior acontecesse.
A vira-latinha se colocou entre o filhote e os outros animais, impedindo qualquer aproximação brusca e fazendo de tudo para protegê-lo.
A cena chamou ainda mais atenção porque Gal não saiu do lado do gatinho. Ela passou a noite acordada, de guarda ao redor do pequeno, até que, na manhã seguinte, seus tutores encontraram o felino sob seus cuidados.
Diante da situação, Maria decidiu acolher o gatinho. Desde então, Gal parece ter assumido o filhote como se fosse seu.
A cachorrinha fica sempre por perto, acompanha cada movimento e não deixa que ninguém se aproxime de forma ameaçadora. Se algum cão tenta chegar perto demais, ela logo mostra que está ali para defender o pequeno.
E essa não foi a primeira vez que Gal revelou esse instinto protetor. Em outra ocasião, ela também ajudou a cuidar de filhotes de cachorro que Maria havia acolhido como lar temporário.
O gatinho foi diagnosticado com uma condição viral complexa, mas, com os cuidados da família e a companhia constante de Gal, passou a apresentar melhora pouco a pouco, tanto física quanto emocionalmente.
Já são mais de 20 dias desde que o filhote foi acolhido, e durante todo esse tempo Gal, permanece ao lado dele, como verdadeira guardiã.
A cachorrinha mostrou que, às vezes, o amor de mãe não nasce do sangue, mas da escolha de proteger.
Encantada com o cuidado de Gal, Maria decidiu compartilhar a relação da cachorrinha com o gatinho em seu perfil no Instagram, @mariadeantonia, no dia 3 de maio.
A publicação acumulou milhares de visualizações e recebeu centenas de comentários de pessoas tocadas pela atitude da vira-latinha.
“Ela é um reflexo da família que a acolheu... adoro ver Gal e Fonseca.”
“Ah, Gal... Gal é amor, Gal é amada. Sua casa e sua família exalam e transmitem amor.”
“Como não amá-los, meu Deus? Que lindeza.”
Assista:
Gal, uma cachorrinha especial
Gal foi adotada pela família de Maria em 2024, em um momento delicado. Pouco tempo antes, eles haviam perdido Piaf, e a ideia de abrir novamente o coração para outro cachorro ainda vinha sendo refletida.
Tudo começou quando Daniel, marido de Maria, viu em um grupo de WhatsApp a publicação sobre uma cadela que havia dado à luz oito filhotinhos. Entre eles, estava Gal. Ao mostrar a foto para Maria, ele perguntou se ela achava que já era o momento de adotar um cão.
O filhote da imagem era lindo e parecia saudável, mas a situação chamou atenção pela quantidade de bebês que ainda precisavam de lar. Maria decidiu ligar para saber mais. Aquele filhote da foto já havia sido adotado, mas ainda restavam outros quatro.
Então, Maria, Daniel, a mãe dela e Antonia foram até o local. Ao chegar, porém, perceberam que não conseguiriam escolher um entre tantos. Por isso, pediram que a pessoa responsável entregasse qualquer filhote, desde que fosse fêmea.
A escolha tinha um motivo sensível: segundo Maria, as fêmeas costumam ser as que mais ficam para trás e, muitas vezes, acabam nunca sendo adotadas.
Foi assim que Gal chegou aos braços da família. Era uma filhotinha marrom, linda, mas logo no primeiro abraço Maria percebeu que ela tinha uma hérnia umbilical. Isso diminuía ainda mais suas chances de encontrar um lar, por ser fêmea e por precisar de cuidados cirúrgicos.
Quando chegou em casa, Gal ainda era apenas um bebê. Fazia xixi e cocô em lugares errados, estava tomada por pulgas, carrapatos e vermes, e precisava de suporte, paciência e muito amor.
Animais em situação de vulnerabilidade chegam assim: carregando marcas do abandono, mas também uma enorme vontade de viver.
Hoje, Gal é descrita por Maria como a cadela mais dócil do mundo. Ela embeleza a roça, a casa, os móveis e, principalmente, a vida da família que a escolheu.
E um detalhe curioso: Gal não “fez luzes” nos pelos. Sua pelagem simplesmente mudou conforme ela foi crescendo, tornando sua beleza única.
Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.
Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.
Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.
Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.










