"Não lembro de ter parido, mas só pode ser meu": família adota vira-lata e gata assume maternidade imediatamente

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Quando a cachorrinha Maria Julia chegou, a família não fazia ideia do que esperar na convivência entre ela e Sabrina, a gata da casa. Só que Sabrina surpreendeu todo mundo.

Segundo a tutora contou nas redes sociais, em apenas uma semana as duas já começaram a brincar juntas pela casa. Pouco depois, a amizade virou parceria inseparável. Onde uma ia, a outra aparecia logo atrás.

A convivência ficou tão próxima que Sabrina começou até a dar banho em Maria Julia, repetindo um comportamento típico entre gatos que possuem forte vínculo afetivo.

Em uma publicação feita no dia 26 de fevereiro, a tutora contou que ainda não tinha conseguido registrar a cena, mas estava encantada com a relação das duas.

Pouco tempo depois, finalmente conseguiu filmar o momento.

Nas imagens compartilhadas em 10 de março, Sabrina aparece dedicada à tarefa de limpar cada pedacinho da cachorrinha.

Enquanto isso, Maria Julia permanece completamente parada, quase hipnotizada pelo carinho da gata.

A filhote parece tão relaxada que começa a sentir sono durante a sessão de banho e acaba cochilando. Depois da limpeza completa, as duas permanecem deitadas juntinhas.

A publicação ultrapassou 3,3 milhões de visualizações e rendeu uma enxurrada de comentários. Muitos internautas brincaram dizendo que Sabrina simplesmente decidiu virar mãe da filhote.

“A dona do cachorro é a gata e ponto final kkk”, escreveu uma pessoa.
“A gata pensando misericórdia, que filhote grande”, comentou outra.
“Vai tomar banho sim e vai miar também, porque filho meu quem educa sou eu”, brincou mais um internauta.

Os gatos costumam usar a ‘hora do banho’ justamente como demonstração de confiança e afeto.

Segundo informações do PetMD, os felinos se lambem mutuamente para fortalecer vínculos sociais e marcar indivíduos do grupo com o próprio cheiro.

Esse hábito também pode ser direcionado a humanos e até a outros animais da casa quando o gato se sente confortável e seguro.

Quando Sabrina começa a dar banho em Maria Julia, ela está basicamente incluindo a cachorrinha na família.

Além disso, a higiene compartilhada também é um comportamento associado à confiança.

Gatos não costumam demonstrar carinho de maneira tão expansiva quanto os cães, mas possuem formas sutis de demonstrar apego. Lambidas, piscadas lentas, dormir junto e seguir alguém pela casa são alguns dos sinais mais comuns.

Cães e gatos podem ser amigos

A relação também chama atenção porque ainda existe a ideia de que cães e gatos são inimigos naturais. Só que a convivência pacífica entre as espécies é muito mais comum do que muita gente imagina.

Segundo a organização Dogs Trust, muitos cães e gatos conseguem viver juntos de forma tranquila e podem até criar uma relação bastante próxima.

O segredo está em uma boa adaptação. O processo ideal envolve apresentações graduais, respeito ao espaço do gato e supervisão nos primeiros contatos.

Entre as recomendações estão permitir a troca de cheiros antes da aproximação direta, criar espaços individuais para cada animal e usar barreiras físicas temporárias, como portões ou portas fechadas, até que ambos estejam confortáveis.

Respeite o tempo de cada animal

Outro ponto importante é respeitar o tempo do gato. Como os felinos costumam ser menores e mais vulneráveis fisicamente, eles precisam ter liberdade para se afastar quando quiserem.

Especialistas da Dogs Trust ressaltam que cada animal possui personalidade própria e que nem toda convivência será automática.

Alguns cães podem ficar agitados demais perto dos gatos, enquanto alguns felinos podem se sentir inseguros mesmo diante de cães calmos.

Por isso, quando há sinais de estresse persistente, perseguições ou medo, o ideal é buscar orientação profissional de especialistas em comportamento animal.

Mas quando a adaptação funciona, o resultado pode ser exatamente como aconteceu com Sabrina e Maria Julia: uma amizade cheia de brincadeiras, cochilos compartilhados e sessões completas de banho.

Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.