“Yorkshire da Shopee”: Mulher paga R$ 3,5 mil por cachorrinha de raça e depois descobre surpresa

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em Cães

Em março, Rebecca Rafaela acreditou estar realizando um sonho antigo: finalmente teria uma yorkshire para chamar de sua.

A pequena Beth chegou à família como a cachorrinha que Rebecca tanto desejava. Segundo o canil, ela pertencia à raça escolhida e, para levar a filhote para casa, a tutora pagou R$ 3.500,00.

Nos primeiros dias, tudo parecia perfeito.

Beth era pequena, fofa e delicada, com aquele jeitinho encantador que faz qualquer tutor se apaixonar logo de cara.

E fazia sentido Rebecca acreditar nisso. Os yorkshires são conhecidos pelo porte pequeno, pela pelagem longa e sedosa, pela aparência elegante e pelo temperamento cheio de energia.

Apesar do tamanho, costumam ser cães espertos, corajosos, muito apegados à família e cheios de personalidade.

Por isso, no começo, não havia motivo para desconfiar.

Veja:

Para Rebecca, Beth era exatamente a yorkshire dos seus sonhos — até que, com o passar do tempo, alguns detalhes começaram a chamar atenção.

A pelagem, o tamanho e alguns traços físicos passaram a levantar dúvidas. Foi então que Rebecca percebeu que, talvez, Beth não fosse exatamente a “yorkshire” que haviam prometido.

Hoje, aos 4 meses, Beth está mais para um fofo e lindo “fiapinho de manga” do que para a cachorrinha dentro do padrão da raça que Rebecca acreditou estar comprando.

Mesmo assim, o amor pela pequena já era muito maior do que qualquer surpresa. Afinal, raça nenhuma muda o que realmente importa: Beth já faz parte da família.

Nas redes sociais, a tutora até entrou na brincadeira e passou a chamar a cachorrinha de sua “yorkshire da Shopee”.

Mas, apesar de amar Beth e não querer se separar dela, Rebecca não aceitou a situação. Sentindo-se enganada, ela entrou em contato com o canil em busca de uma solução, mas, segundo ela, nada foi resolvido.

A tutora tenta recuperar o valor pago — ou pelo menos parte dele. O que está fora de cogitação, porém, é devolver a cachorrinha.

Rebecca se apegou à Beth e deixou claro que, com ou sem pedigree, ela continua sendo sua companheira.

Assista:

O relato de Rebecca mostra por que é tão importante ter cuidado ao comprar qualquer animal.

Antes de fechar negócio, vale verificar a procedência do canil, buscar referências, pedir documentação, conhecer os responsáveis pela criação e, sempre que possível, conferir se o local atua de forma séria e responsável.

Mais do que aparência ou raça, o que deve vir em primeiro lugar é o bem-estar do animal e a segurança de que aquela vida está sendo tratada com respeito desde o nascimento.

No caso de Beth, o amor falou mais alto — e ela já tem uma família que não pensa em abrir mão dela. Mas a experiência deixou um alerta importante para outros tutores: pesquisar antes pode evitar dor de cabeça, prejuízo e frustração.

Veja mais de Beth:

Nos comentários dos vídeos publicados por Rebecca em seu perfil no TikTok, @rbkrafaela012, antes mesmo de o canil confirmar que Beth era mestiça, muitos internautas já levantavam essa possibilidade.

“O meu é york com pinscher e ele é exatamente assim! São os melhores”, escreveu uma pessoa.
“Provavelmente ela é mestiça, pela estrutura corporal. Mas é muito lindinha”, comentou outra.

Agora, uma coisa é certa: Beth pode até não ser a yorkshire que Rebecca imaginava no começo, mas se tornou muito mais do que isso.

Ela virou companheira, motivo de risadas e parte da família.

Porque, no fim das contas, o amor por um pet não depende de raça, pedigree ou aparência. Beth conquistou seu lugar em casa com o que realmente importa: seu jeitinho único e todo o carinho que tem para oferecer.

E você, já passou por alguma situação parecida com seu pet?

Já adotou ou comprou um animal achando que ele seria de um jeito e, com o tempo, ele acabou surpreendendo completamente?

Conta nos comentários: o seu pet também fugiu do “padrão” e ficou ainda mais especial por isso?

Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.

Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.

Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.

Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.