Avó sonhava com “pinscher zero”, família paga R$ 750 e descobre que a cachorrinha tinha outros planos
Por Ana Carolina Câmara em Cães
O sonho da avó de Ayesa era ter uma pinscher zero, e esse desejo acabou sendo realizado graças ao esforço da filha e da neta.
Só que, no meio do caminho, veio a surpresa: a cachorrinha não era exatamente uma pinscher.
Mas tudo bem. O mais importante é que Funny, ou Funnyquita para os mais íntimos, conquistou a família do jeitinho dela e se tornou muito amada, mesmo não cabendo exatamente na “versão mini” que todos imaginavam.
O engano
A família, que vive em Ribeirão Preto, São Paulo, se organizou para atender ao pedido da idosa. Segundo Ayesa, a avó havia dito que um de seus últimos desejos era ter uma cadelinha dessa raça.
“Minha vó disse que um dos últimos desejos dela era ter um pinscher zero”, contou.
Com isso em mente, mãe e filha começaram a procurar uma filhote na OLX. Depois de algumas buscas, encontraram um anúncio que parecia atender ao que a família procurava.
Para ter mais segurança, elas pediram fotos dos “pais” da cachorrinha e, pelas imagens recebidas, acreditaram que realmente se tratava de uma pinscher.
A compra, no entanto, aconteceu à distância. A vendedora era de outra cidade e disse que viria até a região onde Ayesa morava para trazer a irmã. Aproveitando a viagem, também poderia levar a filhote.
Foi assim que a família desembolsou cerca de R$ 750 pela cachorrinha.
“Vimos pela OLX. A moça tinha enviado foto dos ‘pais’ e, como ela era de outra cidade e traria a irmã dela para a cidade em que moro, falou que já trazia ela também. Aí nos enganou por foto”, contou Ayesa.
Quando chegou, a pequena pesava cerca de 700 gramas. Pela expectativa da família, considerando as características de uma pinscher zero, ela deveria continuar bem pequena mesmo adulta, chegando a poucos quilos.
Só que Funny tinha outros planos.
Com apenas três meses de idade, a cachorrinha já havia atingido 4 kg, deixando claro que aquele “pinscher zero” estava crescendo em uma velocidade um tanto suspeita.
A cada semana, Funny ficava maior, mais comprida e mais distante da imagem minúscula que a avó de Ayesa havia imaginado. Mas, se no tamanho ela fugiu completamente do combinado, no carinho parece ter acertado em cheio.
No fim das contas, a família pode até não ter levado para casa uma pinscher legítima, mas ganhou uma companheira cheia de personalidade, capaz de transformar uma compra cheia de expectativa em uma história divertida e cheia de amor.
Repercutiu
Ayesa compartilhou a história em seu perfil no TikTok, @ayealves_, em maio de 2024. Na legenda, ela entrou na brincadeira e escreveu:
“Te amamos, Funnyquita, nossa tomba-lata.”
A publicação acumulou mais de 42 mil visualizações e recebeu centenas de comentários de internautas que se divertiram com a surpresa da família e também contaram experiências parecidas.
“Aqui foi ao contrário, peguei pensando que ia ficar maior e ele não cresceu”, comentou uma pessoa.
"Moça, sempre pesquisa pois não existe essa coisa de tamanho zero, já era preta de golpe", disse outra.
Assista:
Mas afinal, existe pinscher zero?
Apesar de muita gente usar esse termo no Brasil para se referir a cães bem pequenos, “pinscher zero” não é uma classificação oficial da raça.
O nome costuma ser usado de forma popular para indicar um pinscher de porte muito reduzido, mas esse padrão pode variar bastante de um animal para outro.
Por isso, quando alguém promete um “pinscher zero”, é importante ter cuidado.
Antes de comprar um filhote, o ideal é pesquisar bem a procedência, conhecer o canil ou a pessoa responsável pela criação, verificar as condições em que os animais vivem e, se possível, ver os pais do filhote presencialmente.
Também vale desconfiar de anúncios com pouca informação, fotos genéricas, entrega apressada e promessas muito garantidas sobre tamanho, peso ou aparência final.
Um criador responsável deve orientar a família, responder dúvidas, apresentar histórico de saúde dos animais e jamais tratar o filhote como um simples produto.
O mais seguro é conversar com um veterinário, buscar referências e lembrar que, mesmo em raças pequenas, o tamanho final do cão nunca é uma ciência exata.
Mais importante do que caber em um padrão é que o animal seja saudável, bem cuidado e receba uma família preparada para amá-lo do jeito que ele for.
Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.
Com formação em Design de Produtos e especialização em Design de Interiores pela Universidade de Passo Fundo, a Ana encontrou sua verdadeira paixão ao unir criatividade, comunicação e o amor pelos animais.
Apaixonada por contar histórias que tocam o coração, ela estudou Escrita Criativa com o escritor Samer Agi e participa do programa JournalismAI Discovery, organizado pela Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e a Iniciativa de Notícias do Google, buscando se aprofundar no universo digital.
Hoje, dedica-se a produção de conteúdos que informam, emocionam, conscientizam e arrancam sorrisos.








