Cadelas abandonadas que nasceram sem as 4 patas no RS, são resgatadas e aguardam adoção

O caso das filhotes requer cuidado redobrado por isso, a adoção deve apresentar condições necessárias para dar o suporte que elas precisam

Não é incomum vermos casos de filhotes que nasceram com apenas três ou duas patas, mas o fato de nascerem sem os quatro membros, é algo raro e aconteceu com esses dois filhotes que foram acometidos pela condição genética.

Duas filhotes de uma ninhada de três cachorros nasceram sem as quatro patas e foram abandonadas em um galpão em Encantado, Rio Grande do Sul, mas felizmente foram encontradas pela Micheli Nicolau, que atua de forma voluntária ajudando animais na cidade.
Foto: Michele Nicolau / Arquivo pessoal
Foto: Michele Nicolau / Arquivo pessoal

“É uma coisa inédita. Porque tentei procurar na internet, para ver se achava alguma coisa que daria para fazer, uma cadeirinha, mas não tem. Não tem cachorro sem todas as patas, apenas sem duas”, observa Micheli.

Foto: Michele Nicolau / Arquivo pessoal
Foto: Michele Nicolau / Arquivo pessoal

A médica veterinária que atendeu as duas filhotes, Nádia Eidelwein, avalia as condições raras do caso e concluiu que à medida que as cadelas crescerem, os ossos vão crescer um pouco também. Por isso, é preciso esperar para tentar adaptar algum elemento externo para auxiliá-las a andar.

Foto: Michele Nicolau / Arquivo pessoal
Foto: Michele Nicolau / Arquivo pessoal

“Às vezes acontece de nascer sem um membro ou dois, mas sem os quatro é bem raro. Não tem como saber exatamente por que isso acontece. Pode ser má formação genética por cruza de parentesco, podem ter usado algum tipo de medicamento na mãe”, sugere a veterinária.

As filhotes agora estão em lares temporários e um dos critérios para serem adotadas é uma família que tenha boas condições financeiras, para que futuramente, possa contribuir com a aquisição de próteses para as cadelas.

“A única solução que eu vi é a prótese. Mas quem vai ter condições de pagar prótese? São duas [cachorras] ainda. A intenção é achar um lar para elas, mas a pessoa tinha que ter muita condição de tê-las”, complementa.

Foto: Michele Nicolau / Arquivo pessoal
Foto: Michele Nicolau / Arquivo pessoal

Apesar disso, Micheli conta que elas mostram muita disposição e vontade de se locomover.

“Elas se arrastam, têm muita vontade de caminhar. Vão se arrastando.”

Tomara que elas encontrem um lar à altura, né? Estaremos torcendo para que sim!

Ana Caroline Haubert

Jovem (mais na idade do que na postura), curiosa (quem, o quê, onde, como, quando e por quê), analítica (sempre em busca de respostas), e estudante de jornalismo. Com sede de conhecimento, tem calafrios de rotinas monótonas e repetitivas. É ainda, inconformada com mais do mesmo, buscando dessa forma, descobrir o seu lugar no mundo. Prazer, sou Ana Caroline Haubert, gaúcha lá de Passo Fundo. Sugestões, críticas, pautas e opiniões são bem-vindas no meu email: caroline_hauber@hotmail.com

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