Casal sequestrado contou com a ajuda dos seus cães para se manter esperançoso com o resgate

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em Aqueça o coração

Por mais inimagináveis que pareçam algumas situações para os humanos, os animais são capazes de lidar com as dificuldades com uma destreza ímpar. O gaúcho José Ivan Albuquerque Matias, 50, e o seu companheiro, o suíço Daniel Max Guggenheim, 67, passaram por uma situação que os colocou entre a vida e a morte, e que só poderiam ter imaginado em filmes.

Segundo o Gaúcha ZH, o casal passou três meses em um cativeiro junto dos seus cães Fifi e Preto, da raça lulu da pomerânia, após terem sido raptados pela Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) durante uma viagem para a região, realizada em março do ano passado.

Matias e Guggenheim vivem em Bueno Aires, Argentina, e viajaram no carnaval para a Colômbia, mas a viagem que era para ser de lazer, se transformou no maior pesadelo já enfrentando por ambos.

O sequestro aconteceu quando eles se deslocavam para um hotel em La Plata, mas ao seguirem a direção do GPS, eles passaram por uma região que era comandada pela guerrilha.

“Foi muito triste. Pensei várias vezes que ia morrer, que iam nos matar. Ficar três meses em um cativeiro, com guerrilheiros, vendo armas, crianças de 5, 6 anos brincando com as armas dos pais. Eles tiravam a munição e os filhos brincavam”, lembra.

Foram muitas as dificuldades enfrentadas por Matias e Guggenheim que temeram a morte dos seus cães, assim como o fim das próprias vidas, mas apesar da situação delicada, um dos maiores incentivadores para que não perdessem o ânimo, foram os cachorros Preto e Fifi.

“Eles fizeram mais pela gente do que nós por eles. Eu ficava muito deitado. O Preto subia na cama para brincar. A gente repartia a comida com eles. Só nas últimas duas semanas que começaram a comprar ração”, relembra Matias.

Lesões, saúde debilitada, fome, medo, risco de morte, foram apenas alguns dos problemas que o casal teve que lidar durante o cárcere, mas graças à ação dos militares colombianos, eles foram salvos junto dos seus cães.

“O resgate foi uma coisa de cinema. Eu ouvi o barulho do helicóptero e me despertei meio tonto. Em 10 minutos, eles invadiram o quarto e a gente embarcou no helicóptero. Não teve um tiro.”

O exército não sabia que eles estavam com os animais de estimação.

“O Daniel falou para eles que só embarcaria com eles. Então, pegaram os cachorros e todos embarcaram. Eles não acreditavam que os sequestradores tinham deixado a gente ficar com eles. Queriam até ficar com eles de mascote, mas nós não deixamos.”

Que roteiro de cinema, não é? Que bom que essa história não teve um fim trágico, e teve a participação mais do que especial desses animais companheiros e leais na pior situação de suas vidas!

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Jovem (mais na idade do que na postura), curiosa (quem, o quê, onde, como, quando e por quê), analítica (sempre em busca de respostas), e estudante de jornalismo. Com sede de conhecimento, tem calafrios de rotinas monótonas e repetitivas. É ainda, inconformada com mais do mesmo, buscando dessa forma, descobrir o seu lugar no mundo. Prazer, sou Ana Caroline Haubert, gaúcha lá de Passo Fundo. Sugestões, críticas, pautas e opiniões são bem-vindas no meu email: caroline_hauber@hotmail.com