Após 20 anos, enfermeira larga profissão para abrir uma cafeteria com presença de gatos

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A ex-enfermeira psiquiátrica Kay Allen, 58, fez uma mudança radical quando deixou o seu emprego em uma clínica para abrir um cat cafe. Kay, que é de Holloway, no norte de Londres, trabalhou por 20 anos como enfermeira e decidiu abdicar de tudo para investir na sua própria cafeteria, Whiskers and Cream.Um cat cafe nada mais é que uma cafeteria comum em que os clientes podem desfrutar da doce presença de gatos. Esses tipos de cafeterias são comuns na Europa e atraem muitos turistas que podem acariciar os gatinhos que circulam pelo estabelecimento.

Apaixonada por gatos e por cozinhar, Kay viu no empreendimento a oportunidade perfeita para unir trabalho com lazer, já que no emprego anterior ela trabalhava 24 horas por dia, sete dias por semana, como afirmou.

Segundo o portal de notícias Metro, a ideia surgiu depois que ela conheceu um café com a mesma temática e, em 2018, decidiu abrir o seu próprio, distante poucos metros da sua casa.

A iniciativa, embora satisfatória pessoalmente, causou espanto em quase todas as pessoas em sua volta.

“As pessoas com quem trabalhei, algumas disseram 'Deus, você é valente', outras pessoas pensaram que eu estava absolutamente louca! Acho que eles estavam preocupados com a minha saída do NHS, que é uma renda normal, eu tinha um bom emprego e era respeitada. É um momento arriscado para fazer isso, mas, por outro lado, minha opinião é que, se não fizer agora, estarei muito velha para ter energia para fazer”, contou Kay.

O seu café conta com a graciosa presença de nove gatos: Devon Rex Trixie, o primeiro gato do café, Molly, Amelia, Jack, Jasper, Winnie, Arti, Oscar e Baunilha, a mais velha do grupo.

Winnie e Arti foram resgatados depois que seu dono anterior não pôde cuidar deles; Vanilla foi dada ao café por uma família que estava emigrando para a Austrália, e Oscar, o gato mais novo da cafeteria, foi um presente de aniversário para Kiran, companheira de Kay.

Todo o empenho e dedicação, no entanto, não impediram que o estabelecimento sofresse impactos externos. Depois de algumas reformas e investimentos, em 2019 a cafeteria foi invadida e roubada.

“Eles pegaram grandes marretas e arrancaram o cofre da parede. Felizmente todos os gatos simplesmente se esconderam e não se aventuraram a sair para a estrada principal”, disse a proprietária.

O crime não foi solucionado, mas Kay conseguiu se reestabelecer e manter uma clientela. Pouco tempo depois, porém, veio a pandemia do coronavírus, outro grande desafio para o jovem estabelecimento. Mesmo assim, Kay não se arrepende da sua escolha e encontra nos felinos forças para continuar.

“Você se envolve tanto com os gatos. Acho que fiquei bastante obcecada por gatos, eles são loucos. É um espaço calmo e terapêutico, e mesmo fechado eu posso ficar sentada lá no café e as pessoas que passam podem ir de uma cara séria para uma quase exagerada 'oh meu Deus' e um grande sorriso. Isso para mim, por causa da minha experiência em tratar a saúde mental das pessoas, me dá muito prazer”, conclui Kay.

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Jovem (mais na idade do que na postura), curiosa (quem, o quê, onde, como, quando e por quê), analítica (sempre em busca de respostas), e estudante de jornalismo. Com sede de conhecimento, tem calafrios de rotinas monótonas e repetitivas. É ainda, inconformada com mais do mesmo, buscando dessa forma, descobrir o seu lugar no mundo. Prazer, sou Ana Caroline Haubert, gaúcha lá de Passo Fundo. Sugestões, críticas, pautas e opiniões são bem-vindas no meu email: caroline_hauber@hotmail.com