Mãe de 2 filhos, ucraniana resgata centenas de animais que seriam vítimas de tropas russas

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Acordar antes do amanhecer para dar uma caminhada, preparar o café da manhã para seus dois filhos e apreciar a cidade em movimento eram uma das coisas favoritas de Mariia Mykytiuk, moradora de Bucha, Ucrânia.

Contudo, essa realidade mudou quando o exército russo invadiu o país no dia 24 de fevereiro.

A alegria de caminhar se transformou no medo de sair de casa, o convívio diário com os filhos foi separado por longos quilômetros de asfalto. Pessoas circulando na rua deram lugar as marchas de soldados.

O marido de Mariia não se intimidou e se juntou ao exército ucraniano para defender seu país e os filhos do casal foram mandados para casa de amigos na Austrália. Grande parte da população fugiu deixando os seus bichinhos de estimação para trás.

A ucraniana poderia ter muito bem partido com as crianças, mas optou em ficar e defender a pátria amada, assim como o seu marido fez, mas a forma que encontrou de ajudar não foi em combate físico e sim ajudando os animais abandonados.

"Porque esta é a minha missão", responde a paramédica veterinária, apontando para seu santuário animal.

Armada com um martelo da caixa de ferramentas do marido e carregando um saco de comida para atrair cães aterrorizados e feridos, Mariia começou a procurar animais de estimação nas ruas cheias de corpos de Bucha e nas casas abandonadas.

"Foi horrível", diz ela. “Os animais estariam chorando e andando absolutamente solitários e perdidos. Os soldados russos eram terríveis. Se um cachorro latia para eles porque estava com medo, seria baleado".

O desejo de salvar esses animais a fez aprender a remover balas e estilhaços de cães e gatos.

Quando se deu conta já estava cuidando de 120 cães no seu 'santuário'. E a forma que esses animais encontraram para agradecê-la foi a mantendo aquecida durante as noites gélidas.

"E quando fazia -5C, -10C à noite, os cachorros me abraçavam e me mantinham aquecida no abrigo antiaéreo", diz ela. 'Eu os salvei, mas em troca eles me salvaram.'
"Eles dizem: 'Obrigado por salvar meu animal de estimação'", diz ela. “Eles me chamam de heroina, mas não tenho certeza. Estou apenas fazendo meu trabalho e, além disso, acho que foram os animais que me salvaram.'

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