"Não quero cachorro em cima do sofá": Vira-lata caramelo amolece coração de tutor e relato viraliza na web
Por Beatriz Menezes em Aqueça o coração
O fotógrafo e filmmaker paulistano José Lucas compartilhou um relato detalhado sobre o processo de adoção de seu cão, Aladdin, em uma publicação realizada nesta segunda-feira, 6 de abril.
O profissional utilizou suas redes sociais para relembrar o momento em que o planejamento de buscar um animal com perfil específico foi substituído pela urgência de um resgate na capital paulista.
O registro atualiza a trajetória do animal, que foi encontrado amarrado em uma estação de trem sob temperatura de 16 graus.
A história de Aladdin teve início em janeiro, aqui no Amo Meu Pet repercutimos os primeiros dias do resgate.
Na ocasião, José Lucas pretendia adotar um animal que se adequasse rigorosamente à rotina de seu apartamento, focando em pesquisas sobre linhagens e comportamento.
O roteiro foi interrompido ao encontrar o vira-lata de pelagem caramelo em situação de abandono. Segundo o fotógrafo, a conexão com o animal foi imediata e sobrepôs qualquer critério estético estabelecido anteriormente.
“Fui trabalhar. Aí quando eu tava voltando do trabalho... Quem foi que eu vi? Quem foi? Quem foi que papai viu? Papai viu quem? Papai viu o Aladdin!”, conta.
Em seu depoimento mais recente, o tutor relembrou o sentimento de surpresa ao encontrar o animal enquanto voltava do trabalho.
José Lucas relatou que estava procurando um filhote para adotar e que o encontro mudou suas prioridades. Ele detalha que o cão parecia interpelar sua decisão no momento do encontro.
O fotógrafo afirmou que o animal parecia perguntar se ele poderia ficar com um vira-lata caramelo naquele momento de vulnerabilidade na estação.
A decisão pela guarda definitiva ocorreu após uma tentativa frustrada de buscar auxílio institucional. Ao contatar organizações não governamentais, o fotógrafo foi informado de que o recolhimento poderia levar até três dias.

Diante da impossibilidade de deixar o animal exposto ao frio e ao abandono por mais 72 horas, José Lucas assumiu a responsabilidade pelo bicho.
Ele contou que minutos antes de ver o cão, trocava mensagens com abrigos sobre animais que se encaixassem no perfil desejado para sua rotina.
O resgate teve o suporte fundamental de Ana Carol Emmerick, estudante de Medicina Veterinária, que realizou uma triagem clínica preliminar no local.
A análise identificou sinais de maus-tratos anteriores ao abandono na estação, o que demandou cuidados imediatos.
O cão foi encaminhado para higienização e iniciou o uso de medicamentos para tratar complicações decorrentes da exposição prolongada às ruas.
A convivência no novo lar provocou uma quebra de paradigmas no cotidiano do profissional. O fotógrafo destacou que as limitações logísticas que antes o preocupavam perderam a relevância diante do vínculo criado com o pet.
Ele revelou que inicialmente pensava que o animal não caberia no apartamento por ser grande e que mantinha a regra de não permitir cachorros em cima do sofá. Atualmente, a realidade é distinta e Aladdin compartilha inclusive o espaço da cama com o tutor.
Assista ao vídeo:
“Aí eu pensei: ‘Mas não cabe no apartamento, ele é muito grande’. E eu ainda disse assim: ‘Eu não quero cachorro em cima do sofá’. Aí agora, Aladdin, conta pra eles onde você dorme, filho? Na cama com o papai!”, acrescentou.
Enquanto isso o cão se derrete parecendo entender tudo o que o tutor está contando.
A trajetória de adaptação de Aladdin é acompanhada por mais de 14 mil seguidores através do perfil @principe.aladdin_ no Instagram.
O filmmaker ressalta que o ato de salvar o animal resultou em uma mudança significativa em sua própria percepção de cuidado e lealdade.









