“Por que você agrada tanto esse cachorro?”: Menina revela o que enfrentou para salvar melhor amigo e vídeo viraliza
Por Larissa Soares em Proteção Animal
A história do cãozinho Valentim começou difícil, mas terminou em um cenário completamente diferente.
O filhote foi encontrado ainda no início do ano, no meio do mato, em uma situação que exigiu ação rápida e muita coragem de quem decidiu ajudá-lo.
Quem assumiu essa missão foi a pequena Manuella Beatriz Valazski, de 10 anos, com o apoio da mãe, Tânia Valazski.
A família já costuma compartilhar a rotina com animais nas redes sociais, mas o caso de Valentim marcou de forma especial.
O resgate
O resgate aconteceu durante o período de Ano Novo, quando Manuella e a família encontraram uma ninhada com cinco filhotes. Entre eles, Valentim estava separado dos irmãos e em estado crítico.
Ele tinha uma ferida aberta na cabeça, tomada por larvas, além de sinais de infestação por carrapatos.
A situação era consequência de uma miíase, conhecida popularmente como bicheira, que provavelmente começou a partir de uma pequena lesão que evoluiu rapidamente.
Naquele momento, a gravidade do quadro assustou.
“Olhando hoje parece mais leve, mas na época era uma coisa que nunca nenhum de nós aqui tinha visto”, escreveu a menina nas redes sociais.
Primeiros cuidados
Os primeiros cuidados exigiram coragem. A ferida precisava ser limpa, o que significava lidar diretamente com as larvas e o estado avançado da infecção. Tânia relembra o impacto daquele momento e a força que encontrou para agir.
“Eu sou tão grata a Deus por ter me escolhido pra essa missão. Nunca imaginei ter coragem de fazer o que eu fiz, ver uma ferida aberta cheia de larvas, cheirando podre e limpar. Só sei que Deus pegou na minha mão e me ajudou a cuidar dele”, relatou.
Além da limpeza da lesão, Valentim passou a receber alimentação adequada, medicação e acompanhamento veterinário. O processo foi gradual, exigindo atenção diária.
Mesmo debilitado, o filhote demonstrava disposição para reagir. Aos poucos, começou a se alimentar melhor, ganhou força e passou a interagir mais. Ainda com curativos na cabeça, já ensaiava brincadeiras.
“Nosso pequeno guerreiro”
A evolução foi acontecendo dia após dia. Para a família, cada pequena melhora representava uma vitória.
“Nosso pequeno guerreiro, valente, forte e corajoso, lutou bravamente pela vida”, escreveram ao relembrar o processo. “Muitas vezes que olhávamos para ele e pensávamos que ele não iria conseguir, mas eu tenho certeza que ele sabia que ia conseguir.”
Hoje, Valentim é outro cachorro. Recuperado, ativo e cercado de carinho, ele carrega no comportamento o contraste com o passado recente.
Nos comentários, muitas pessoas se impressionaram com a transformação.
“Meu Deus, era uma cratera na cabecinha dele, tadinho. Graças a Deus que vocês encontraram eles. Ganharam na loteria”, escreveu uma pessoa.
“Ele é muito guerreiro e teve muita sorte de ser encontrado por vocês”, disse outra.
“Se você, tão pequena no tamanho e na idade, já tem esse amor, essa compaixão pelos animais, imagina a adulta que vai se tornar”, escreveu mais uma pessoa, sobre a menina.
A mãe de Valentim ainda precisa de ajuda
Enquanto Valentim se recuperava, outra preocupação permanecia. A mãe dos filhotes segue sem resgate, por ser muito arisca e viver em uma área de difícil acesso.
Manuella explicou que a família tenta ajudar constantemente, entrando em contato com protetores e órgãos responsáveis, mas enfrenta limitações.
“Infelizmente o caso dela é bem complicado”, contou.
A estratégia agora é monitorar a região, principalmente caso ela tenha novos filhotes, o que pode facilitar uma tentativa de aproximação.
O dia em que Manuella comprou um bezerro
A dedicação de Manuella aos animais não é novidade para quem já acompanha sua rotina.
Em 2025, ela ganhou destaque ao mostrar o que decidiu fazer com R$50 que havia recebido da mãe. Em vez de comprar brinquedos ou doces, investiu o valor em um bezerro.
“O nome dele é Bento, ele tem o focinho cor de rosa”, contou na época. Ela também fez questão de tranquilizar quem assistia. “Ele não vai virar churrasco.”
O animal, que tinha apenas 18 dias de vida, passou a ser alimentado com mamadeira e, pouco tempo depois, começou a se adaptar à ração. A escolha chamou atenção pela responsabilidade envolvida.
Nos comentários, o bom humor apareceu. “Ô menina boa de negócio”, brincou uma pessoa. Outra destacou o destino do animal. “Bento é muito sortudo!”
Desde então, o bezerro virou presença constante na rotina compartilhada por Manuella, que hoje reúne milhares de seguidores interessados no dia a dia com os animais.
Você pode acompanhá-la no Instagram (manuella_e_bento).
Larissa é jornalista e escreve para o Amo Meu Pet desde 2023. Mora no Rio Grande do Sul, tem hobbies intermináveis e acha que todos os animais são fofos e abraçáveis. Ela se formou em Jornalismo pela Universidade de Passo Fundo e é “mãe” de duas gatas.










