"Apesar da situação, balançava o rabinho": Mesmo sem forças, cachorrinha tenta demonstrar afeto e emociona protetora
Por Beatriz Menezes em Proteção Animal
Uma cadela sem raça definida chamada Lily foi resgatada de uma vala de terra em condições críticas de saúde.
O animal apresentava um quadro severo de desnutrição e sinais avançados de cinomose, uma doença viral grave que atinge o sistema nervoso e possui alto índice de mortalidade em caninos.
Mesmo diante do cenário de abandono e debilidade física, Lily mantinha o movimento da cauda ao receber a aproximação humana, um comportamento que chamou a atenção dos envolvidos no socorro.
O resgate foi realizado pela protetora Marly Coelho, que também atua como vereadora na causa animal.
No momento em que foi localizada, a cadela de pelagem preta e porte médio não tinha forças para sair do buraco onde estava caída.
A cor da pelagem é frequentemente citada por protetores como um fator que dificulta a adoção, já que animais pretos costumam permanecer mais tempo em abrigos.
No entanto, o estado de urgência física de Lily priorizou o atendimento médico imediato em uma clínica veterinária.
Durante o período de internação, Lily passou por exames e tratamentos para reverter a desidratação e combater os efeitos da cinomose.
As imagens registradas no início do processo mostram a cadela deitada em uma mesa de exames, visivelmente magra e com olhar apático.
O tratamento de doenças como a cinomose exige monitoramento constante e uma resposta imunológica forte do animal, o que Lily demonstrou ao longo das semanas de cuidado profissional.
A evolução do quadro clínico permitiu que o animal recebesse alta para um lar onde pudesse continuar a recuperação. A transição entre o estado de abandono e a vitalidade atual foi documentada em vídeo.
Nas gravações recentes publicadas no Instagram da ONG Sovipa, a cadela aparece correndo em gramados e interagindo com tutores dentro de um veículo, sinais que indicam a recuperação total da coordenação motora e do vigor físico.
O apetite também foi restabelecido, como demonstram os registros dela se alimentando de forma independente.
A trajetória de Lily culminou em uma adoção definitiva que superou as expectativas da rede de proteção animal. Ela foi integrada a uma família completa que inclui tutores e irmãos caninos.
A adaptação ao ambiente doméstico ocorreu sem intercorrências, e a cadela passou a conviver pacificamente com os demais animais da casa, participando de rotinas de lazer e descanso no sofá e em camas.
“Não há mal que não possa ser vencido pelo bem. Viva a sua nova vida, Lily! O seu abandono foi o seu renascimento! Te amamos, uma longa vida a você com sua verdadeira família”, diz a legenda.
A publicação do dia 19 de março obteve 325 mil visualizações, 55 mil curtidas e 1.596 comentários.
“Recuperação fantástica. Realmente impressionante”.
“Uma lindeza! Foi descartada e ainda balançou o rabinho quando foi resgatada! Um verdadeiro anjo! Que São Francisco de Assis abençoe a Lily e a família linda que a adotou! Que sejam muito felizes!”.
“Linda história de superação, luta e vitória. Parabéns e muitas bençãos na vida de quem tornou isso possível, vocês mudaram um destino. Seja feliz, Lily! Seja para sempre e muito feliz!!”.
Assista abaixo:
Dúvidas frequentes sobre cinomose em cães de acordo com o GoldLabVet
A cinomose em cães desperta muitas dúvidas entre tutores, principalmente sobre sintomas, diagnóstico e tratamentos. Conhecer informações confiáveis é essencial para proteger a saúde do animal.
Quais são os principais sintomas da cinomose em cães?
Os sintomas mais comuns incluem febre, secreções oculares e nasais, tosse, vômitos, diarreia, fraqueza, perda de apetite e, em casos mais graves, sinais neurológicos como convulsões e paralisia.
Como é transmitida a cinomose canina?
A cinomose é transmitida principalmente pelo contato direto entre cães, através de secreções e excreções corporais como saliva, urina e fezes. O vírus também pode sobreviver no ambiente e em objetos contaminados por até 3 meses.
Existe cura para a cinomose em cães?
Não existe uma cura específica para a cinomose. O tratamento é focado em controlar os sintomas, fortalecer o sistema imunológico do animal e prevenir complicações secundárias. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para aumentar as chances de recuperação.
Quais cães têm maior risco de contrair cinomose?
Filhotes entre 3 e 6 meses, cães idosos, animais não vacinados ou com vacinação incompleta, e cães com sistema imunológico debilitado são mais vulneráveis à doença.
Como prevenir a cinomose em cães?
A principal forma de prevenção é a vacinação adequada. Manter o calendário vacinal atualizado, evitar contato de filhotes não vacinados com outros cães, e higienizar regularmente o ambiente do animal são medidas importantes para prevenir a cinomose.










