Bebê viraliza por usar cão gigante como naninha e amizade dos dois encanta

Entre cochilos e carinho, Maitê encontra no seu dogue alemão a companhia perfeita para dormir

Por
em Aqueça o coração

Na rotina de sono da pequena Maitê, de apenas 9 meses, o que chama atenção não é um ursinho ou mantinha especial, mas sim um companheiro de quatro patas, enorme e extremamente paciente. No vídeo publicado no perfil A Família Gigante | Bruna Pistore, a bebê aparece deitada, aconchegada em um dogue alemão preto, transformando o momento em uma cena que rapidamente conquistou a internet.

Bebês costumam ter uma naninha para ajudar a dormir, aquele objeto que traz conforto e segurança. Mas, no caso de Maitê, essa função foi assumida por um cão gigante. Tranquilo e imóvel, ele permite que a pequena se encoste e relaxe, como se ali fosse o lugar mais seguro do mundo.

O próprio vídeo brinca com a situação ao destacar que, além de naninha, o cachorro também é uma excelente babá. O único defeito, segundo a legenda, é que ele acaba pegando no sono antes da bebê. E é exatamente isso que acontece. Aos poucos, o tempo passa, o silêncio toma conta da cena e, juntos, os dois acabam dormindo.

A legenda reforça a simplicidade e ternura do momento ao dizer: “A rotina de sono da minha bebê de 9 meses”. Sem grandes produções, apenas o registro de um vínculo que fala por si só.

O papel da naninha no desenvolvimento infantil

Nos primeiros meses de vida, é comum que bebês desenvolvam apego a objetos específicos que ajudam no momento do sono. Conhecida popularmente como naninha, essa companhia é descrita na psicologia como um objeto transicional, conceito introduzido pelo pediatra e psicanalista Donald Winnicott. Segundo ele, esses objetos auxiliam o bebê a lidar com a separação gradual da figura materna, funcionando como uma ponte emocional entre dependência e autonomia.

De acordo com a American Academy of Pediatrics, a criação de associações positivas para o sono, como objetos familiares e rotinas previsíveis, pode facilitar o adormecer e contribuir para um sono mais tranquilo. Isso acontece porque o cérebro do bebê passa a reconhecer sinais de segurança naquele contexto, reduzindo a ativação e favorecendo o relaxamento.

Além disso, estudos publicados em revistas como a Journal of Child Psychology and Psychiatry indicam que objetos de apego estão associados à autorregulação emocional em fases iniciais da vida. Ou seja, ajudam o bebê a desenvolver, aos poucos, a capacidade de se acalmar sem depender exclusivamente do cuidador.

No caso de Maitê, o que chama atenção é justamente a forma como esse conceito aparece na prática. Em vez de um objeto inanimado, é o contato com o cachorro que parece cumprir esse papel, oferecendo previsibilidade, conforto e uma sensação de segurança essencial para o momento do sono.

Animais como reguladores emocionais

A presença de animais no ambiente familiar pode ter efeitos significativos no bem-estar emocional, inclusive em bebês e crianças pequenas. Pesquisas na área de interação humano-animal, conhecidas como Human-Animal Interaction, mostram que o contato com cães está associado à redução de estresse e à promoção de estados de relaxamento.

Um relatório do National Institutes of Health destaca que interações com animais podem influenciar respostas fisiológicas, como a diminuição do cortisol, hormônio ligado ao estresse, e o aumento da ocitocina, relacionada ao vínculo e à sensação de segurança. Esse conjunto de reações contribui para um estado emocional mais estável.

A American Heart Association também já apontou que a convivência com pets pode estar associada à redução de ansiedade e melhora no bem-estar geral, efeitos que podem ser percebidos até mesmo em interações simples, como o toque e a proximidade física.

No contexto do vídeo, esses elementos aparecem de forma clara. O calor do corpo do cachorro, sua respiração constante e a imobilidade transmitem sinais de calma. Para o bebê, esses estímulos sensoriais funcionam como um suporte silencioso, ajudando a regular emoções e facilitando a transição para o sono.

Mais do que uma cena fofa, o momento revela uma conexão que encontra respaldo na ciência, a capacidade dos animais de atuarem como mediadores de conforto emocional, especialmente em fases iniciais do desenvolvimento.

Nos comentários, o público se derreteu. “Conexão e amor mais lindo do mundo”, escreveu um seguidor. Outro brincou: “Eu não aguento essa babá, uma super naninha da Maitê”. Já um terceiro resumiu o sentimento geral: “Tem melhor sono que esse?”.

O vídeo faz parte do dia a dia compartilhado pela família, que mostra a convivência entre a bebê e seus quatro cães, LeBron, Madalena, Bob e Melo, além da memória carinhosa de Áquira, que já faleceu. Entre viagens de carro, datas comemorativas e momentos simples em casa, o perfil revela o crescimento de Maitê cercada por esses gigantes.

Mais do que uma cena fofa, o registro evidencia algo profundo. Crescer ao lado de animais pode fortalecer sentimentos como empatia, afeto e segurança, e no caso de Maitê, isso acontece literalmente abraçada a um deles.

Jornalista formada pela Universidade de Passo Fundo, apaixonada pela comunicação e pela arte de contar histórias. Escolheu o jornalismo justamente por acreditar no poder da informação e na importância de dar voz às pessoas e aos acontecimentos que marcam a comunidade.

Curiosa por natureza e movida pelo compromisso com a verdade, busca transformar fatos em narrativas claras, humanas e relevantes.

Acredita que comunicar vai muito além de informar: é conectar realidades, aproximar pessoas e registrar momentos que fazem parte da história de uma comunidade.