Casal resgata e adota filhote que foi abandonada em lixeira de cemitério em SC: 'Maior amor'

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Quando uma família adota um animal, ela não está apenas inserindo mais alegria, diversão e amor para a sua rotina, mas também está ajudando a livrar uma vida do abandono e do sofrimento das ruas.

E foi exatamente isso que o casal catarinense, Kathlen Heloise Pfiffer e Henrique Scheidemantel Schroeder, fez ao resgatar uma ninhada de cachorrinhos que foi cruelmente abandonada na lixeira de um cemitério de uma cidade próxima à Blumenau (SC), onde o casal reside.

Ao saber do abandono, Henrique se deslocou até o local, resgatou os filhotes e adotou um deles, a fêmea Mel. O primeiro contato de Kathlen com a filhotinha não poderia ter sido mais emocionante.

“Um ano atrás papai soube que eu e meus irmãozinhos tínhamos sido abandonados ao relento em um cemitério. Foi em outra cidade me buscar e me deu o que eu mais queria: uma família e um lar. Mamãe chorou muito de emoção quando eu cheguei e eu nunca mais precisei chorar por estar sozinha e abandonada. E ainda ganhei um bolo e um brinquedo novo de aniversário. Se tem vida melhor que essa eu não conheço”, escreveu Kathlen em um post viral no Facebook.

Além de ter salvado a vida da Mel, o casal preencheu a sua rotina com todo o amor que a doce filhote proporciona.

“Hoje ela é o maior amor da minha vida, e vai estar pra sempre comigo”, complementou Kathlen.

Kathlen resolveu imortalizar todo esse amor em sua pele através de uma tatuagem, que eu já adianto, fez jus à réplica.

A Mel merece, né? Apesar de um início de vida difícil, o seu destino foi transformado graças ao poder do amor. Parabéns ao casal pela atitude, que esperamos, possa servir de exemplo para que ainda mais pessoas salvem e adotem os animais!

Abandono de animais

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui mais de 30 milhões de animais de estimação abandonados: 10 milhões de gatos e 20 milhões de cachorros. Nos grandes centros urbanos, há 1 cachorro em situação de rua para cada cinco habitantes.

Em entrevista à BBC News Brasil, o diretor da ONG Cão Sem Dono, Vicente Define Neto relata que desde o agravamento da pandemia no Brasil tem recebido cerca de 200 e-mails por dia. Em geral, de gente interessada em encontrar novos donos para seus pets. Segundo ele, é um aumento de 40% da procura anterior ao período.

"É um número absurdo", comenta. "E como as ONGs estão todas lotadas, certamente são animais que acabarão sendo abandonados posteriormente."

Um dos principais motivos para isso, é o crescimento de desemprego no país durante a crise do coronavírus.

Além disso, outros problemas sociais são causados com os animais vivendo nas ruas. Segundo a médica veterinária Kellen Oliveira, presidente da Comissão Nacional de Bem Estar Animal do Conselho Federal de Medicina Veterinária, o abandono acarreta em prejuízos para a saúde pública, já que pode ocorrer um aumento nos casos de doenças, como raiva, esporotricose, verminoses, entre outras.

"Ainda pode aumentar a população de rua, já que muitos não são castrados e se reproduzem livremente. Além, é claro, de acidentes automobilísticos, brigas entre os animais e mordidas em humanos”, afirma.

Por isso, o cuidado é o melhor que podemos fazer por esses bichinhos que não merecem sofrer, né?

Jovem (mais na idade do que na postura), curiosa (quem, o quê, onde, como, quando e por quê), analítica (sempre em busca de respostas), e estudante de jornalismo. Com sede de conhecimento, tem calafrios de rotinas monótonas e repetitivas. É ainda, inconformada com mais do mesmo, buscando dessa forma, descobrir o seu lugar no mundo. Prazer, sou Ana Caroline Haubert, gaúcha lá de Passo Fundo. Sugestões, críticas, pautas e opiniões são bem-vindas no meu email: caroline_hauber@hotmail.com