Homem é flagrado usando cobra como máscara facial em ônibus na Inglaterra

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em Mundo Animal

Um homem foi flagrado em um ônibus de Salford, na Inglaterra, cobrindo o nariz e a boca com uma cobra ‘de estimação’, abrindo mão da boa e velha máscara facial, talvez para chamar atenção.

De acordo com o portal Metro UK, o homem deixou os passageiros do ônibus atordoados ao permitir que o réptil se enrolasse nos corrimões durante a viagem.

“Ele enrolou a cobra no rosto como uma máscara para entrar no ônibus”, disse um passageiro de 46 anos ao Manchester Evening News. 'No começo eu pensei que ele estava usando uma máscara bem descolada, então ele a deixou rastejar ao redor do corrimão."
“Ninguém estava realmente incomodado no ônibus, mas um homem atrás gravou um vídeo. Foi definitivamente divertido”, comentou o passageiro.

Confira abaixo o vídeo:

Obviamente, as autoridades sanitárias desencorajam o uso de cobras como máscaras faciais em qualquer ambiente!

Zero eficácia

“'Não há, sem surpresa alguma, nenhum estudo sobre a eficácia de ‘máscaras de cobra’, mas acho que podemos dizer com segurança que esta não é uma maneira eficaz de reduzir a propagação do coronavírus”, disse Adam Hart, professor de Comunicação Científica da Universidade de Gloucestershire.
“As lacunas que a cobra deixa no rosto do homem permitiria facilmente a passagem de partículas de vírus. É, francamente, uma cobertura ridícula para o rosto”, brincou o professor.

Quando questionado sobre quais outros perigos a 'máscara' poderia representar, o professor disse:

“Pela foto, parece que a cobra é uma grande píton, então não é venenosa, mas em vez disso mata a presa por constrição”.

Perigos de tal transporte

Animais como este estão bastante acostumados a serem manipulados e são muito dóceis, mas claramente ter uma grande cobra em posição de se enrolar em seu pescoço é um risco.

Da mesma forma, se ele decidir se enrolar em sua cabeça, então pode ficar muito difícil respirar se seu nariz e boca ficarem bem cobertos”, complementou Hart.

O risco é baixo se a cobra for bem conhecida do condutor, mas um ônibus é um ambiente desconhecido para a cobra, o que pode torná-la menos previsível.

Também existe o perigo do público reagir mal à sua presença ou tentar tocar na cobra.

“No geral, acho que podemos dizer com segurança que as cobras não pertencem aos ônibus”, afirmou o professor.

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Gabriel Pietro têm 20 anos, é redator e freelancer. Fundou o Projeto Acervo Ciência em 2016, com o objetivo de levar astronomia, filosofia e ciência em geral ao público. Em dois anos, o projeto alcançou milhões de internautas e acumulou 400 mil seguidores no Facebook. Como redator, escreveu para vários sites, como o Sociologia Líquida e o Segredos do Mundo. Ainda não sabe se é de humanas ou exatas, Marvel ou DC, liberal ou social-democrata. Ama cinema, política, ciência, economia e música (indie). Ainda tentando descobrir seu lugar no mundo.