Cachorro fica 12 horas em frente a UPA esperando dono morador de rua que faleceu

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Alguns acontecimentos são tão marcantes que até parecem ter saído de um roteiro de filme. Apesar de triste, o final dessa história foi feliz para o cãozinho, agora chamado Leãozinho, que foi adotado depois de o seu dono, um morador de rua, ter morrido em uma UPA localizada em Caratinga, Minas Gerais.

Segundo o portal de notícias G1, no dia 23 de dezembro, às vésperas do Natal, o morador de rua Miguel Bráz da Silva, de 37 anos, deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento - UPA - da cidade, passou mal, teve uma convulsão e ficou em observação.

Enquanto isso, o seu fiel companheiro, o cão Leãozinho ficou de prontidão na porta da unidade por 12 horas esperando ansioso pelo dono. Infelizmente, Miguel não saiu mais da UPA, não com vida. De acordo com os funcionários, Miguel frequentava a UPA para beber água, mas, infelizmente, dessa vez o motivo da sua ida foi outra.

“Sentiu-se mal, teve uma crise convulsiva, foi encaminhado para a sala de emergência, nós fizemos os procedimentos médicos nele e ele ficou em observação durante o dia conosco. No final da tarde, ele teve uma parada cardiorrespiratória, fizemos todos os procedimentos cabíveis, mas, infelizmente, ele foi a óbito”, declarou a enfermeira Aline Rezende.

Nem por um segundo o cachorro se afastou do local. A comovente cena e demonstração de lealdade do cão para com o seu dono sensibilizaram os funcionários da unidade que demonstraram interesse em adotá-lo.

“Até rolou um pouco de competição aqui de nós funcionários, falando assim: ‘ah, eu vou levar pra mim’. Cada um querendo. Só que alguém já adotou o animal”, disse Aline.

Com o consentimento dos familiares do falecido dono, um casal de idosos que mora em uma fazenda na zona rural de Caratinga acabou adotando o Leãozinho. Naturalmente, o cachorro que é muito dócil e companheiro, demonstrou sinais de tristeza e introspeção nos primeiros dias, mas pouco a pouco tem se adaptado em seu novo lar.

“Desde quando ele chegou, a gente está tendo carinho, pondo a comidinha, água. No início ele não queria comer ração, mas agora já está comendo e muita. Ele faz companhia e anima o outro [cachorro]”, informou a aposentada Maria das Graças Caetano, responsável pela adoção.

A explicação intrigante: os cães podem amar

Em 2005, a ScienceDirect realizou um experimento sobre o comportamento canino, no qual apresentou aos cães o cheiro de seu dono, o cheiro de um estranho e o cheiro de comida. Varreduras cerebrais foram tiradas do cão conforme eles se aproximavam de cada cheiro. O estudo levantou a hipótese de que, uma vez que o cheiro é tão importante para os cães, seria a melhor maneira de entender como o cérebro canino funciona.

Eles estavam certos. Os cães não apenas reagem com mais força ao cheiro de seus donos, como a parte do cérebro associada ao prazer e às emoções positivas se iluminam quando recebem o cheiro de seus donos. Seu cachorro leal te reconhece. Os mesmos padrões em humanos normalmente seriam associados ao amor.

Em outro experimento, um cachorro foi autorizado a observar um estranho sendo rude com seu dono. Quando o cão pôde interagir com o estranho e o dono, o cão esnobou ativamente o estranho. Os amor e a lealdade dos cães é extraordinário.

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Jovem (mais na idade do que na postura), curiosa (quem, o quê, onde, como, quando e por quê), analítica (sempre em busca de respostas), e estudante de jornalismo. Com sede de conhecimento, tem calafrios de rotinas monótonas e repetitivas. É ainda, inconformada com mais do mesmo, buscando dessa forma, descobrir o seu lugar no mundo. Prazer, sou Ana Caroline Haubert, gaúcha lá de Passo Fundo. Sugestões, críticas, pautas e opiniões são bem-vindas no meu email: caroline_hauber@hotmail.com