Homem resgata filhote de pit bull abandonado dentro de mochila na caçamba da sua picape

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Preso em uma mochila e largado na caçamba de uma picape, foi assim que o pequeno pit bull Zues foi encontrado pelo veterano da Força Aérea dos EUA, Jerry Murray.

Jerry voltava do centro de Tampa, Flórida, para a sua casa, percorrendo cerca de 35 minutos, em um dia extremamente quente. Quando chegou em casa, Jerry percebeu algo se movendo na traseira do seu veículo, foi quando se aproximou que ele viu o pobre filhote com praticamente só os olhos à vista.

Sem saber há quanto tempo o pobre cãozinho estava naquela situação precária, Jerry simplesmente teve a reação de salvá-lo.

“Eu congelei brevemente porque não conseguia acreditar no que estava vendo”, disse Murray ao The Dodo. “Eu me senti muito mal por ele estar de volta lá e por quanto tempo ele esteve lá. Eu dirigi em muitas curvas e semáforos no calor.”

Já em casa, onde vive com a sua esposa e mais três cães, Jerry hidratou e alimentou Zues que estava esbaforido de sede. Depois de se alimentar e beber água, Zues se aconchegou em um canto e dormiu por horas. Além disso, ele estava tão sujo que a família achava que ele fosse da cor marrom.

Depois que Zues se alimentou e descansou, Jerry e sua esposa o levaram em uma clínica veterinária, onde não foi encontrada nenhuma identificação de possíveis donos. Mas o filhote, que se descobriu ter cerca de 12 semanas de vida, estava com alguns problemas de saúde, como parasitas internos e uma infecção de ouvido.

O casal não poderia ficar com ele pelo fato de já terem outros cães, mas eles estavam determinados a não deixá-lo em um abrigo enjaulado. Então eles entraram em contato com uma fundação sem fins lucrativos que acolhe e redireciona cães que foram abandonados ou que seriam sacrificados em abrigos convencionais.

Prontamente, os responsáveis aceitaram receber Zues. Atualmente, o casal e fundador da organização chamada Second Chance Friends Rescue, Bill e Lisa Gray, cuidam de cerca de 40 animais que precisam urgentemente de um lar.

“Todo mundo sabe quem somos”, disse Bill. “Eu nunca quero dizer não.”

Entre todos esses cães, há Roxie que foi resgatada por outras pessoas, voltou para um abrigo, apresentou sintomas de ansiedade ao ficar trancada em uma jaula e agora requer atenção integral do casal que a resgatou. Em compensação, ela tem agido como uma ‘mãe’ para os novos animais que chegam na organização. Com muito amor, ela os ajuda a se sentirem à vontade no novo ambiente, como fez com o pequeno Zues.

“Estamos dando a ele o tempo e a distância de que ele precisa e permitindo que ele fique perto dos outros cães para ganhar confiança”, conta Bill.

Felizmente, com todo o amor e cuidado dos protetores - e da Roxie - Zues tem progredido positivamente e em breve poderá ser adotado, no entanto, com uma condição. A nova família de Zues deve fazê-lo dele o embaixador dos pit bulls, especialmente pelo seu início de história difícil.

Confira o vídeo do pequeno Zues:

O que acontece quando o cão fica exposto a altas temperaturas?

Não são poucas às vezes que ouvimos casos de cães que foram esquecidos no carro enquanto os donos saem às compras ou como caso de abandono como a do filhote Zues que foi deixado preso em uma mochila em altas temperaturas. A Dra. Katy Nelson é veterinária associada no Belle Haven Animal Medical Center em Alexandria, VA, bem como apresentadora e produtora executiva de “ The Pet Show with Dr. Katy ” no News Channel 8 de Washington DC, e explica o que acontece com os cães quando expostos a altas temperaturas.

"Ao contrário dos humanos, os cães não conseguem suar. Eles dependem principalmente de seu trato respiratório para dissipar o calor. Cães com mais área de superfície nasal (galgos, pastores alemães e laboratórios) são mais eficientes em dissipar o calor, enquanto as raças de “smushface” (como Pugs, Bulldogs ou Shih Tzus) são mais propensas a superaquecimento devido a passagens nasais mais curtas.

Os cães também podem perder calor por meio da dilatação dos vasos sanguíneos da pele e do aumento do débito cardíaco, mas geralmente só é eficaz nas áreas sem pelos do corpo (orelhas, barriga e pés). Conforme a temperatura ambiente aumenta e se aproxima da temperatura corporal central, ofegar torna-se muito mais importante para o resfriamento. No entanto, quando a umidade ambiente também aumenta, a respiração ofegante torna-se muito menos eficiente, tornando mais difícil para os cães regular a temperatura corporal.

Nos estágios iniciais do estresse térmico, a frequência cardíaca aumenta o fluxo sanguíneo na tentativa de dissipar o calor na superfície corporal. Com a dilatação desses vasos sanguíneos superficiais, entretanto, a pressão sanguínea central cai. Com a diminuição do volume sanguíneo circulante (devido à diminuição da pressão sanguínea e perda de fluido pela respiração ofegante), os mecanismos de perda de calor falham e ocorre uma nova elevação da temperatura corporal."

A exposição ao calor pode levar o cão a óbito, por isso o cuidado no verão de evitar que o seu bichinho de estimação fique em lugares muito abafados.

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Jovem (mais na idade do que na postura), curiosa (quem, o quê, onde, como, quando e por quê), analítica (sempre em busca de respostas), e estudante de jornalismo. Com sede de conhecimento, tem calafrios de rotinas monótonas e repetitivas. É ainda, inconformada com mais do mesmo, buscando dessa forma, descobrir o seu lugar no mundo. Prazer, sou Ana Caroline Haubert, gaúcha lá de Passo Fundo. Sugestões, críticas, pautas e opiniões são bem-vindas no meu email: caroline_hauber@hotmail.com