Mulher percorre 111 km para adotar cadela paraplégica que ficou sozinha nas ruas após dono falecer

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Mesmo estando desempregada por conta da pandemia, Silvana Cordeiro, de Caraguatatuba, São Paulo, não abre mão da guarda de nenhum dos seus 38 animais, nem mesmo de ajudar outros que ela encontra pelo caminho precisando de ajuda.

Em uma publicação no Facebook, Silvana compartilhou uma foto da sua cadelinha Estelinha, que é paraplégica, teve uma vida extremamente difícil, mas agora é só sorrisos com a dona. E quando eu digo sorrisos, é no sentido literal.

Não acredita? Então confira:

“Quando ela foi me buscar na rua e me quis mesmo estando paralítica, ela me prometeu que me devolveria a alegria de viver. Quer saber? Ela conseguiu. Mete marcha”, escreveu Silvana na legenda da publicação.

A publicação comoveu milhares de pessoas e a foto teve sete mil curtidas, 550 comentários e mais de 790 compartilhamentos. Ver a alegria estampada no rosto da Estelinha, que foi devolvida graças ao amor de Silvana, é capaz de arrancar um sorriso de qualquer um, mesmo no dia mais nublado do mês.

Quem vê esse sorriso, no entanto, não imagina por quantas coisas difíceis Estelinha passou. Em entrevista ao Amo Meu Pet, Silvana contou que Estelinha vivia com um morador de rua, mas ficou sozinha depois que o então dono faleceu. Vivendo sozinha pelas ruas, a cachorrinha foi atropelada e, sem a ajuda de ninguém, se arrastava pelo asfalto, causando muitos ferimentos, além da dor física e emocional.

Quando soube do caso, no dia 13 de novembro, Silvana não hesitou em percorrer 111 quilômetros até outra cidade para encontrá-la e resgatá-la.

“Quando cheguei e vi a bichinha se arrastando com as patinhas traseiras esfoladas, desabei a chorar. Ela veio muito carinhosa, a coloquei no carro e a trouxe”, conta.

O atropelamento deixou sequelas irreversíveis, pois a coluna da Estelinha foi esmagada e ela não poderá mais andar. Mas isso não a impede de se deslocar, pois com a ajuda da sua dona, ela vai para todos os lugares em seu próprio carrinho.

“Agora ela corre para tudo quanto é lado na cadeirinha dela. Tinha um tumor no bumbum, mas já foi operada e agora está forte e feliz”, declara.

Obstáculos financeiros

Formada em educação física, Silvana tem feito rifas e contado com a doação das pessoas para conseguir alimentar todos os 21 gatos, 16 cães e um bode que vivem sob os seus cuidados. A maior preocupação de Silvana atualmente é ter condições de alimentá-los, pois por semana, são consumidos 40 kg de ração apenas para os cães.

“Até vender doce fantasiada de Frozen [princesa Elsa] já vendi para cuidar deles, mas com o covid-19 está bem difícil, porém mantenho a fé, entramos nessa juntos e vamos sair juntos”, revela Silvana.

Mesmo assim, ela não tem a menor pretensão de doá-los, pois ela é extremamente apegada a eles, assim como eles são com ela.

“Eles chegam tão assustados e doentes, e aí começa todo o processo de tratar as feridas, ganhar a confiança. Eu fico assustada porque desde o primeiro encontro tenho a impressão que eles me conhecem”, afirma.
“Eu não acreditava nisso, mas eles me olham como se já me conhecessem de algum lugar. Aí o resultado é que não consigo doar, e fora que já são adultos, alguns com sequelas, muitos deles já foram abandonados por sua família, aí não tenho coragem e acabo ficando com eles”, completa Silvana. “Espero que essa matéria incentive a adoção de cães de rua, sabe? É muito sofrimento”.

Quem quiser contribuir de alguma forma, pode entrar em contato com a Silvana pelo telefone (012) 982230735 ou pelo seu perfil no Facebook.

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Jovem (mais na idade do que na postura), curiosa (quem, o quê, onde, como, quando e por quê), analítica (sempre em busca de respostas), e estudante de jornalismo. Com sede de conhecimento, tem calafrios de rotinas monótonas e repetitivas. É ainda, inconformada com mais do mesmo, buscando dessa forma, descobrir o seu lugar no mundo. Prazer, sou Ana Caroline Haubert, gaúcha lá de Passo Fundo. Sugestões, críticas, pautas e opiniões são bem-vindas no meu email: caroline_hauber@hotmail.com