Moradores de rua que não puderam levar seus cães para alojamento durante pandemia contam com ajuda de ONG animal

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Vivendo uma vida compartilhada, foi extremamente difícil para os donos se separarem dos seus animais, mas naquele momento eles não tiveram outra alternativa. Graças ao apoio de um abrigo local, tudo foi resolvido da melhor maneira possível.

Quando se ama um animal, não há barreiras que possam impedir que ele e o dono permaneçam juntos. A história dos moradores de rua François e Roger, da África do Sul, divulgada no site I Heart Dogs é o maior exemplo disso.

François, mesmo com as dificuldades encontradas no cotidiano das ruas, nunca deixou de lado o seu companheiro e melhor amigo, Dragão. A lealdade, é claro, é recíproca e o cachorro é completamente apegado ao dono.

O mesmo acontece com Roger e o seu cão de estimação chamado Max. Sem condições financeiras, Roger nunca deixou de cuidar da saúde de Max e levava-o com frequência ao centro de cuidados e resgate animal SPCA, da cidade do Cabo, na África do Sul, onde os dois se tornaram conhecidos de toda a equipe.

No entanto, toda essa rotina de companheirismo mudou desde o início da pandemia. Isso porque François e Roger foram transferidos para alojamentos temporários a fim de estarem protegidos do covid-19, mas os locais não permitiam o acesso dos animais.

Arrasados, os donos de Max e Dragão não tinham outra alternativa, mas felizmente eles não estavam desassistidos e os funcionários da SPCA cederam abrigo aos animais pelo tempo que os donos estivessem nos alojamentos.

“Choramos naquele dia”, disse Belinda Abraham da SPCA. “Foi tão difícil para esses dois se despedirem e mal podíamos esperar para testemunhar seu feliz reencontro", relatou sobre a despedida de François e Dragão.

O mesmo aconteceu com Max e Roger.

“Não há dúvida de que Max é bem cuidado e amado e que Roger cuida de todas as suas necessidades”, disse Abraham. “Também poderíamos dizer com segurança que Roger ficaria feliz em passar fome se isso significasse que Max poderia comer.”

Depois de dias de angústia e saudade de todas as partes, Roger e François encontraram abrigos que aceitavam a presença de cães e puderam, finalmente, se reencontrar com seus amados companheiros.

François e Dragão se reuniram depois de 12 dias e, claro, que o encontro foi emocionante. Veja o vídeo:

Já o período de afastamento entre Roger e Max foi maior e eles só puderam se ver depois de um mês longe. Felizmente, o encontro aconteceu e foi igualmente emocionante:

Tudo isso não teria sido possível sem a ajuda de voluntários preocupados com o bem-estar dos animais e em manter o vínculo entre eles e os seus donos. Incrível, né?

Albergue em São Paulo aceita cães de seus moradores

Localizado em uma das maiores cidades do Brasil, São Paulo, o Abrigo Dom Bosco fica próximo à Cracolândia e é um dos únicos albergues municipais que aceitam moradores de ruas acompanhados dos seus cães.

Por muito tempo, inclusive, o local teve a presença fixa de cães que moravam no local, para a alegria de muitos moradores do albergue. Hebe, Pretinha e Neguinha espalharam a sua alegria pelo abrigo ao lado do dono, Lidiero Alberto, de 70 anos, que passou a viver no local depois de ter perdido a sua casa em um incêndio. Graças a flexibilização do albergue, Alberto e suas cadelas puderam continuar juntos.

Jovem (mais na idade do que na postura), curiosa (quem, o quê, onde, como, quando e por quê), analítica (sempre em busca de respostas), e estudante de jornalismo. Com sede de conhecimento, tem calafrios de rotinas monótonas e repetitivas. É ainda, inconformada com mais do mesmo, buscando dessa forma, descobrir o seu lugar no mundo. Prazer, sou Ana Caroline Haubert, gaúcha lá de Passo Fundo. Sugestões, críticas, pautas e opiniões são bem-vindas no meu email: caroline_hauber@hotmail.com