Cachorro morre após dona ter sido impedida de levá-lo ao veterinário durante quarentena obrigatória

Foram muitas as tentativas de pedido de ajuda, mas a mulher não teve permissão de sair com o animal.

A situação da pandemia causada pelo covid-19 já é preocupante e estressante por si só, mas em alguns países, as condições são mais alarmantes e extremistas do que o normal.

Por conta do isolamento social, algumas regiões têm sido mais rígidas no controle de saída da população, como acontece em Navi Mumbai, Índia, que só permite que as pessoas saíam se estiverem portando um passe eletrônico que é cedido apenas para situações emergenciais pela polícia.

Passe esse, que foi negado para a moradora Chandran que solicitou a permissão para levar seu cachorro Joey ao veterinário que estava correndo risco de vida.

A mulher conta que ao perceber que o estado do seu cachorro era crítico, preencheu um formulário solicitando o passe à polícia pelo menos quatro vezes, que foi negado com o critério que sua causa era "irrelevante ou desnecessária", mesmo com o funcionamento normal de hospitais e clínicas veterinárias autorizados pelos governos estaduais.

Ao contatar o veterinário do seu cachorro, a resposta que ela ouviu não foi nenhum pouco consoladora. “Seu cachorro poderia ter uma parada cardíaca e não sobreviveria”.

Foi o que aconteceu. Mesmo com todos os medicamentos indicados, no dia seguinte seu amigo Joey desmaiou, entrou em colapso e acabou morrendo.

“Tentei ressuscitar o cachorro, mas não consegui”, contou o vizinho de Chandran, Harish.

Após a sua perda, Harish publicou a seguinte mensagem direcionada à polícia: “Cara Polícia de Navi, Joey faleceu esta manhã devido a uma parada cardíaca. A humana dele tentou obter um passe seu para visitar o veterinário, mas você o negou porque achou "irrelevante ou desnecessário". Se Joey tivesse encontrado ajuda a tempo, ele teria vivido.

A polícia também se manifestou e respondeu: “Estendendo a mais profunda simpatia por você em sua perda. Somos sensíveis em tais situações. Estamos sempre lá para que nossos cidadãos sirvam o nosso melhor em emergências extremas.”

De qualquer maneira, a perda é muito dolorosa, especialmente em um momento desses em que nada pôde ser feito. Lamentável!

Ana Caroline Haubert

Jovem (mais na idade do que na postura), curiosa (quem, o quê, onde, como, quando e por quê), analítica (sempre em busca de respostas), e estudante de jornalismo. Com sede de conhecimento, tem calafrios de rotinas monótonas e repetitivas. É ainda, inconformada com mais do mesmo, buscando dessa forma, descobrir o seu lugar no mundo. Prazer, sou Ana Caroline Haubert, gaúcha lá de Passo Fundo. Sugestões, críticas, pautas e opiniões são bem-vindas no meu email: caroline_hauber@hotmail.com

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