Mercado dedicado aos pets projeta crescimento em 2020 em plena pandemia

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De acordo com dados do Instituto Pet Brasil, a pandemia de Covid-19 não foi capaz de frear a indústria dedicada aos animais de estimação.

Números mostram alta de até 6% no faturamento esperado para este ano. O crescimento do chamado ‘mercado pet’ diz respeito à venda de rações, brinquedos e acessórios, especialmente via internet.

A quarentena afetou os banhos e tosas em pet shops, mas o e-commerce (vendas online) compensou grande parte das perdas.

Para Eduardo Ramari, gerente de marketing de uma fábrica de rações da capital paranaense, a pandemia fez com que tutores de cães e gatos prestassem mais atenção na alimentação dos seus pets.

"É uma projeção que a gente imagina é de 6% no faturamento das indústrias. Justamente por causa do aumento dos pets, aumento da adoção. As pessoas ficaram mais em casa. Se preocuparam mais com os animais, também com a alimentação deles", disse.

Só na fábrica de Eduardo, 300 toneladas de ração são produzidas todos os dias, sendo vendidas para quase todos os estados brasileiros.

A ração animal tem como principal matéria-prima o milho enriquecido com proteína em forma de farelo.

"Alimentação começa na parte da fábrica. A fábrica não pode simplesmente fazer um produto sem ter as garantias e, para ter essas garantias, a gente tem que analisar as matérias-primas e o produto final para poder comprovar esses índices necessários", explica Diego Daniel da Silva, gerente de produção da mesma fábrica onde Eduardo trabalha.

Por lá, mais de 30 tipos de rações são produzidas simultaneamente, levando em conta o nível de proteína adequada para cada tipo, idade e porte do animal consumidor.

Na produção, a mistura da matéria-prima é feita de maneira automatizada, podendo receber aditivos que melhoram a qualidade de vida dos pets e também de seus donos.

"Existe um aditivo que reduz o odor das fezes. Um aditivo para proteger as articulações do pet. Existem aditivos para os pelos, para deixar os pelos bonitos. Para reduzir o tártaro dos dentes", diz Eduardo Ramari. As opções são fartas.

Por que a companhia de um animal de estimação fez bem para as pessoas durante a pandemia?A busca por companhia na pandemia foi um dos principais motivos que levaram muitas pessoas a recorrer a abrigos ou canis para adotar/comprar animais de estimação desde o início da pandemia e, claro, por que eles podem realmente ser bons para a sua saúde. Os animais de estimação podem nos tornar mais saudáveis ​​de várias maneiras, incluindo:

  • Não ficar sozinho em um ano tão difícil.
  • Um pet nos obriga a manter uma rotina para cuidá-lo, logo, a vida fica mais organizada.
  • Fornecendo um propósito de vida. Cuidar de outra vida inclui muitas responsabilidades.
  • Nos tornando mais ativos: um cachorro nos motiva a caminhar mais para levá-lo passear; um gato nos motiva a brincar, por exemplo.
  • Reduzindo a pressão arterial e o estresse. Dispensa comentários. Quem não fica feliz e esquece dos problemas da vida ao olhar para um pet fofinho?

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Gabriel Pietro têm 20 anos, é redator e freelancer. Fundou o Projeto Acervo Ciência em 2016, com o objetivo de levar astronomia, filosofia e ciência em geral ao público. Em dois anos, o projeto alcançou milhões de internautas e acumulou 400 mil seguidores no Facebook. Como redator, escreveu para vários sites, como o Sociologia Líquida e o Segredos do Mundo. Ainda não sabe se é de humanas ou exatas, Marvel ou DC, liberal ou social-democrata. Ama cinema, política, ciência, economia e música (indie). Ainda tentando descobrir seu lugar no mundo.