Balto, o cão husky que ajudou a impedir surto em cidade e ganhou uma estátua no Central Park

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Há 96 anos, com a ajuda de outros cães, Balto ajudou a levar de trenó um medicamento que foi capaz de salvar uma comunidade do surto de difteria.

Muitas vezes visitantes ou até mesmo residentes não conhecem a história por trás das estátuas e monumentos históricos espalhados pelas cidades. Segundo o portal de notícias Gotham Ist, o antropólogo residente do Departamento de Saneamento de Nova York e ex historiador do bairro de Manhattan, Michael Miscione relembrou recentemente o importante papel desempenhado pelo cão que ganhou uma estátua em sua homenagem em meio ao Central Park.

Sendo esse um dos monumentos mais populares do Central Park, Michael citou a história do cachorro Balto, da raça husky siberiano, que participou da entrega de antitoxina diftérica, medicamento usado para tratar uma doença chamada difteria. O medicamento foi levado de trenó da cidade de Anchorage para Nome, no Alasca.

O episódio faz referência ao momento vivido pela humanidade em tempos de coronavírus, em que muitas áreas ainda aguardam ansiosamente pela vacina. A situação ocorrida em janeiro de 1925, há exatos 96 anos, foi muito marcante para a comunidade que estava à beira de um surto de difteria.

Como solução, foi decidido que o material seria transportado por cães de trenó que cumpriram a missão e foram celebrados em todo o país. Além de Balto, outros cães participaram do evento, mas foi ele quem ganhou destaque e uma estátua em sua homenagem.

No final do mesmo ano, segundo informou o NY Times, o comissário Francis D. Galatin observou que foi “uma ocasião única em ter um 'herói' de verdade presente na dedicação de um monumento em sua homenagem, pois a maioria dos heróis tem que esperar até a morte para serem homenageados”.

“Eram bem mais de uma centena deles, divididos em 20 times. Balto era apenas o líder do time que completou a última etapa - e francamente, sua reivindicação ao papel de cão-guia está em disputa”, explicou Michael.

Isso porque há relatos de que outro cachorro chamado Fox tenha liderado a corrida, “mas os jornalistas [repórteres] preferiram Balto, então ele foi retratado como a estrela”, como explica Michael.

Há ainda a evidência da importância da participação de outro cão chamado Togo que, segundo Michael, foi “indiscutivelmente o canino mais heróico da corrida... sua equipe correu quase cinco vezes mais longe que a de Balto, e em condições climáticas terríveis”.

Apesar de algumas diferenças, Togo também foi prestigiado e reconhecido. Foi ele, inclusive, que recebeu uma medalha de ouro no Madison Square Garden da Sociedade do Alasca de Nova York, além de também ter ganhado a sua estátua, localizada no Lower East Side, em Seward Park.

Togo, assim como Balto também possuem seus próprios filmes, que levam os seus nomes, lançados pela Disney. Confira os trailers:

1. Balto - Trailer

2. Togo - Trailer

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Jovem (mais na idade do que na postura), curiosa (quem, o quê, onde, como, quando e por quê), analítica (sempre em busca de respostas), e estudante de jornalismo. Com sede de conhecimento, tem calafrios de rotinas monótonas e repetitivas. É ainda, inconformada com mais do mesmo, buscando dessa forma, descobrir o seu lugar no mundo. Prazer, sou Ana Caroline Haubert, gaúcha lá de Passo Fundo. Sugestões, críticas, pautas e opiniões são bem-vindas no meu email: caroline_hauber@hotmail.com